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Bancos estatais voltam a destinar verbas à veículos de comunicação associados ao PT

Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, voltaram a encaminhar verbas de publicidade à veículos de imprensa vinculados ao PT e a esquerda. Os dois bancos não realizavam parcerias em veículos com esse perfil ideológico desde o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016. Além de comprar a cota publicitária nos portais Brasil 247, Opera Mundi e DCM, os bancos também anunciaram na revista Carta Capital e GGN. Os cinco veículos costumam ser favoráveis aos governos petistas e críticos à oposição.

As informações foram divulgadas no portal da transparência das instituições financeiras. A caixa econômica declarou em nota que “os critérios de escolha de cada veículo de comunicação, a negociação comercial praticada e os objetivos a serem alcançados com cada publicação são consideradas informações estratégicas negociais e de grande relevância para manutenção da competitividade do banco no mercado financeiro” e completou destacando que os dados dessa natureza são sigilosos.

Já o BB pontuou que a estratégia digital da instituição é orientada pelas boas práticas de mercado, responsáveis por garantir eficiência, transparecia e otimização continua.  “A definição dos veículos e plataformas que compõem o plano de mídia considera uma série de variáveis técnicas, como audiência, segmentação, segurança de marca e performance, sempre alinhadas aos objetivos institucionais do banco”, salientou.

Em resposta, a Carta Capital observou que a publicidade de anunciantes do setor público vinculadas ao veículo segue rigoroso critério de transparência. A revista ainda afirmou que desde sua fundação, em 1994, promove conteúdos publicitários do governo, antes mesmo do primeiro governo Lula, que se iniciou em 2003.

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