Na terça-feira, 18 de fevereiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou uma denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas, todas envolvidas em uma suposta tentativa de golpe de Estado no ano de 2022. O documento, com 272 páginas, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), detalhando como membros da administração de Bolsonaro trabalharam para manter o ex-presidente no poder, mesmo após sua derrota nas eleições daquele ano.
Segundo a PGR, Bolsonaro foi o principal líder de um movimento que buscava desestabilizar a democracia brasileira. Caso o STF aceite a denúncia, o ex-presidente será formalmente acusado e passará a responder a um processo penal. Além de Bolsonaro, foram denunciados o general Braga Netto, ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
A denúncia inclui, ainda, 24 militares das Forças Armadas, entre eles seis generais e um almirante. A Força Aérea Brasileira (FAB) não tem nomes mencionados. Alguns dos militares denunciados são:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros – Major do Exército e ex-candidato a deputado estadual pelo PL no Rio de Janeiro, preso durante investigação sobre fraudes no cartão de vacinação de Bolsonaro.
- Almir Garnier – Almirante da Marinha, citado por Mauro Cid como alguém disposto a apoiar um golpe de Estado.
- Augusto Heleno – General e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, que já manifestou apoio ao golpe de 1964 e foi uma das figuras centrais de um suposto “gabinete de gestão de crise” planejado pelo grupo golpista.
- Marcelo Costa Câmara – Coronel do Exército e ex-assessor pessoal de Bolsonaro, relacionado a investigações sobre a disseminação de informações falsas.
Além desses, outras figuras militares como Mário Fernandes e Mauro Cid também são investigadas, com suspeitas de envolvimento em atividades que visavam contestar o resultado das eleições e manipular informações sobre o sistema eleitoral brasileiro.





