Carregando cotação do dólar...

Terrorismo: Hamas devolverá corpo de bebê sequestrado nos ataques de 2023

Syndi Pilar/SOPA Images/LightRocket/Getty Images

O Hamas, grupo terrorista responsável pelo ataque a Israel no dia 7 de outubro de 2023, que marcou o início do mais sangrento conflito entre palestinos e israelenses, anunciou que liberará amanhã, quinta-feira, os corpos de quatro reféns que faleceram enquanto estavam sob seu cativeiro na faixa de Gaza. Como parte de uma tentativa de aliviar a tensão gerada por suas ações, o grupo também declarou que, no sábado, 22, irá libertar seis reféns vivos — número superior ao inicialmente planejado, que era de três.

Khalil Al-Hayya, principal negociador do Hamas, revelou em um discurso televisionado que os corpos que serão entregues incluem membros da família Bibas. A família foi sequestrada pelo Hamas durante os ataques de outubro: Yarden e Shiri Bibas, junto com seus dois filhos, Ariel, de quatro anos, e Kfir, um bebê de 9 meses, foram levados para Gaza. Yarden foi libertado em 1º de fevereiro. Al-Hayya afirmou ainda, no dia 18 de fevereiro, que a liberação de seis reféns vivos ocorrerá em troca de centenas de palestinos capturados pelas forças armadas israelenses.

O sequestro da família Bibas tornou-se um símbolo do horror daquele ataque, especialmente para os israelenses. Para muitos, a crueldade do Hamas foi representada de forma vívida pelo sequestro dos Bibas, cuja campanha pela liberação se tornou um grito de guerra em Israel. O caso uniu aqueles que defendiam uma solução diplomática para a guerra e a troca de reféns, e aqueles que advogavam pela continuidade do combate até a destruição total do Hamas. Balões laranja, em referência aos meninos ruivos da família, e referências ao Batman — personagem favorito de Ariel — tornaram-se símbolos dessa campanha.

De acordo com o governo israelense, o ataque de outubro resultou em cerca de 1.200 mortos e mais de 250 sequestrados. No entanto, a guerra segue, com a troca de reféns ocorrendo em fases. Nesta terça-feira, 18, Israel confirmou que o acordo de cessar-fogo, mediado pelo Egito, havia avançado, e que mais quatro corpos seriam devolvidos na semana seguinte. Até o momento, 19 reféns foram libertados, e oito estão confirmadamente mortos. Os seis que serão soltos no próximo sábado são os últimos reféns vivos da primeira fase do acordo.

A mais recente troca ocorreu no sábado, 15 de fevereiro, quando o Hamas entregou três israelenses, após uma semana de tensões. Inicialmente, o grupo havia anunciado o adiamento da liberação, acusando o governo israelense de violar os termos da trégua. Isso levou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a emitir um ultimato: ou os reféns seriam entregues até a data estipulada, ou Israel retomaria a guerra. O impasse foi resolvido depois de uma reunião entre representantes do Hamas e autoridades de segurança egípcias, que trabalharam para evitar o colapso do cessar-fogo.

 

Editor Sucesso