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Alexandre de Moraes é investigado por censura nos EUA

foto: Breno Esaki/metrópoles

Uma empresa de mídia que pertence ao presidente americano, Donald Trump, está processando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por censurar de forma ilegal vozes de direita nas redes sociais. A empresa se baseou na primeira emenda da Constituição Americana, que versa sobre liberdade de expressão, ao determinar que o Rumble remova contas de influenciadores de direita brasileiros. A alegação é que a determinação descumpriria legislação do país ao censurar discursos políticos que circulam nos EUA

A informação, noticiada pelo jornal The New York Times aponta grupo empresarial Trump Media & Technology Group, do qual Trump é dono majoritário, processou Moraes em um tribunal federal em Tampa, cidade americana no Estado da Flórida, na manhã desta quarta-feira.

As empresas estão acusando Moraes de censurar discursos políticos nos EUA ao infringir a Primeira Emenda da Constituição americana (que trata da liberdade de expressão) por ter ordenado a Rumble a retirar contas de alguns comentaristas de direita do Brasil.

“A medida incomum ficou ainda mais extraordinária dado o momento escolhido: apenas horas antes, o juiz brasileiro havia recebido uma denúncia que pode obrigá-lo a emitir uma ordem de prisão contra Jair Bolsonaro, o ex-presidente brasileiro e aliado de Trump”, afirma o jornal em uma reportagem, em referência às denúncias apresentadas contra Bolsonaro.

O relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre as decisões do ministro pode servir de pretexto para uma “ofensiva sem precedentes” dos Estados Unidos contra o governo brasileiro. Segundo informações do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, o presidente Donald Trump, assessorado pelo bilionário Elon Musk, planeja endurecer as relações com o Brasil caso o documento aponte supostas arbitrariedades nas ações do ministro.

A OEA, cujo principal financiador é o governo dos EUA, está preparando um relatório sobre a liberdade de expressão no Brasil, com foco nas decisões de Moraes, que incluem bloqueios de perfis em redes sociais e investigações sobre atos antidemocráticos. O documento pode ser usado por Trump para justificar novas medidas econômicas ainda mais punitivas contra o Brasil.

Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), tem sido um dos maiores críticos de Moraes, chegando a manifestar apoio público ao impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jason Miller, por sua vez, foi detido no aeroporto de Brasília em 2021 para prestar depoimento no inquérito sobre atos antidemocráticos.

Editor Sucesso