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Corpo Liberado Pelo Hamas Não Pertence a Shiri Bibas, Confirma Exército de Israel

Reprodução Redes Sociais
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O exército israelense afirmou, nesta sexta-feira (21), que  os restos mortais que o Hamas alegou serem de Shiri Bibas,  não correspondem a ela, de acordo com o relatório forense divulgado na madrugada desta sexta-feira (21/02) pelas Forças de Defesa Israelenses (IDF). o corpo também não pertence a nenhum dos reféns capturados em Gaza, acusando o grupo de descumprir o cessar-fogo já fragilizado.

 

Segundo os militares, dois dos corpos foram identificados como sendo de Kfir Bibas, um bebê, e de seu irmão de quatro anos, Ariel. No entanto, um terceiro corpo, que se acreditava ser o da mãe deles, Shiri, não foi identificado como refém.

 

O exército de Israel qualificou a situação como uma “violação grave” por parte do Hamas, que, como previsto  no acordo , deveria ter devolvido os corpos de quatro reféns mortos. As autoridades israelenses exigem que Shiri, bem como todos os outros reféns, sejam libertados.

 

O grupo Hamas se pronunciou na manhã de hoje (21), e afirmou que, como a família morreu em ataque israelense os corpos de várias vitimas acabaram sendo confundidos e misturados.

 

O corpo de Oded Lifshitz, que tinha 83 anos de idade quando foi sequestrado no ataque terrorista realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 em Israel, foi entregue na quinta-feira. No caso de Lifshitz, a família confirmou que os restos mortais eram de fato dele.

Entrega dos corpos

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia declarado que Israel tomaria medidas contra o Hamas após a entrega dos restos mortais de quatro reféns, incluindo os de Kfir e Ariel, os mais jovens sequestrados no ataque de 7 de outubro de 2023.

 

A entrega foi feita em uma cerimônia pública, com caixões negros sendo apresentados ao lado de uma multidão de palestinos e militantes do Hamas, que foi amplamente criticada pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

 

Os corpos dos meninos, da mãe e de Lifshitz foram liberados no contexto de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, Catar e Egito, no mês anterior.

 

Em Israel, dezenas de pessoas se reuniram nas estradas, enfrentando a chuva, perto da fronteira com Gaza, para prestar homenagens enquanto os caixões passavam. “Estamos todos juntos, com o coração partido. O céu também chora conosco”, disse Efrat, uma mulher que estava no local.

 

Em Tel Aviv, outro momento de luto aconteceu, com pessoas se reunindo em frente ao quartel-general de defesa de Israel, na Praça dos Reféns. O presidente Isaac Herzog comentou: “A dor é indescritível. Nossos corações estão partidos, assim como os corações de toda a nação.”

 

Após a entrega dos corpos, Netanyahu fez um discurso gravado, prometendo erradicar o Hamas. Ele afirmou que os “quatro caixões” reforçam a necessidade de garantir que um ataque como o ocorrido em 7 de outubro nunca mais aconteça.

 

Durante o evento, um militante do Hamas exibiu um cartaz com caixões cobertos com bandeiras israelenses, com a mensagem: “O Retorno da Guerra = O Retorno de Seus Prisioneiros em Caixões”.

 

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, condenou fortemente a exibição pública dos corpos e o desfile dos caixões. Seu porta-voz, Stephane Dujarric, declarou que a legislação internacional exige que os restos mortais sejam entregues de uma maneira que respeite a dignidade dos mortos e de suas famílias.

 

 

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