O rapper Oruam, de 23 anos, foi detido na tarde desta quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após tentar escapar de uma blitz policial realizando uma manobra perigosa. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, o artista foi preso em flagrante por dirigir de maneira imprudente e teve uma fiança determinada, embora o valor não tenha sido revelado inicialmente.
A assessoria de comunicação do rapper confirmou que Oruam foi levado à 16ª Delegacia de Polícia (DP) da Barra da Tijuca após ser abordado durante a operação policial. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o artista é colocado em uma viatura da Polícia Militar, enquanto uma multidão se forma ao redor do veículo. Para controlar o aglomerado, os policiais utilizaram spray de pimenta.
Após a detenção, Oruam foi liberado após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 60.720,00, que corresponde a 40 salários mínimos. Em sua conta oficial nas redes sociais, o rapper tranquilizou seus seguidores, afirmando: “Mauro tá bem, tropa. Agradeço a preocupação.”
O rapper, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, é filho de Marcinho VP, um dos chefes do Comando Vermelho, facção criminosa atualmente presa e condenada a 37 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, formação de quadrilha e homicídios. Oruam, que tem uma tatuagem em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, tem ganhado notoriedade no cenário musical com músicas como “Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim”.
Com um estilo que mistura influências do rap e da cultura periférica, Oruam tem conquistado uma base de fãs crescente, apesar da polêmica envolvendo sua família e a ligação com o tráfico de drogas. Além disso, o rapper tem chamado atenção por suas letras que abordam temas como superação e a realidade vivida nas comunidades cariocas.
A detenção de Oruam gerou grande repercussão nas redes sociais, com muitos fãs expressando apoio ao artista e criticando a abordagem da polícia. Em contrapartida, há quem defenda que a atitude do rapper ao tentar fugir da blitz é um reflexo da situação de insegurança que muitas pessoas enfrentam nas ruas do Rio de Janeiro. A situação levantou discussões sobre o papel da polícia e da forma como as autoridades lidam com artistas e figuras públicas que possuem algum vínculo com o crime organizado.
O caso de Oruam também serve como mais um exemplo de como a relação entre a música, as favelas e o tráfico de drogas continua a ser um tema complexo e muitas vezes conflituoso no Brasil.
Acompanhe o momento em que o Rapper é encaminhado a delegacia.





