Sandro Mabel, prefeito de Goiânia, está em combate. Ele se põe contra quem não cumpre a lei e a ordem na cidade. Todo combate tem consequências.
Desafiar os donos do poder – o povo – é um convite a ser, da mesma forma, desafiado e contrariado. Desobedecido. Desmoralizado. Mal avaliado.
Os servidores da prefeitura também estão na linha de fogo. Os memes, vídeos e palavras cruzadas de ordem desunida fazem da Capital um campo minado.
O jeito de governar de Mabel chama mais atenção do que os resultados. Espanta mais pelo inusitado estranho do que pelo pragmatismo objetivo.
Na campanha, o jeito do ex-prefeito Rogério Cruz também chamava a atenção, e os resultados, idem. Ambos, por negativos que resultavam. Isso tá memória dos goianienses. Inquieta, pra início de conversa.
Rogério foi rejeitado. Derrotado. O povo dá o poder quanto quer, mas também tira quando se cansa. Como dizem: #ficaadica a Mabel.
Outro dia o prefeito cobrou que fossem destacadas conquistas de seu início de gestão. Ocorre que a fumaça está saindo dele, e não da imprensa.
O bem feito pouco aparece porque está perdido atrás de suas performances pessoais no Instagram. Protagonismo invertido: zero no prefeito, 100% no palco virtual.
Não tem comunicação que dê jeito sozinha em Estado de guerra – município de guerra, no caso. Uma pena.
Mabel como o prefeito que faz e acontece, sem tergiversações na timeline e atropelos verbais, é tudo que Goiânia precisa. Bom pra todo mundo.
Talvez seja pressa. Bom ter pressa. Ruim é não ter método. O propósito se perde na afobação.
O tempo é um dos maiores aliados de todo gestor público. Porem, vira inimigo, se mal administrado. Nas extremidades sempre mora o perigo do precipício.
A velocidade pra se ganhar uma eleição não costuma ser mesma necessária pra se tocar uma gestão.
Ninguém espera milagres de um prefeito em 100 dias. Basta mostrar rumo. E disposição. E foco no resultado.
Boas pesquisas quali e quanti e bons entendedores ajudam muito nessas horas. E ouvir. Ouvir as pessoas. Ouvir a equipe. Ouvir menos os que apenas aplaudem.
Tudo para calibrar bem a vontade com a voluptuosidade. Entrar em sintonia com servidor e população. Sair do modo privado de ser para o modo gestão pública de mandato.
O empresário e o homem público não se excluem. Mas a história é outra. Quem conta é o povo.





