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Zoológico de Goiânia recebe novas jiboias e abre votação para escolha dos nomes!

Boa constrictor - Imagem Ilustrativa

O Zoológico de Goiânia acaba de receber duas novas jiboias da espécie Boa constrictor, que pesam 3,1 kg e 2,8 kg. Uma delas já foi colocada no recinto que simula seu habitat natural, enquanto a outra permanece em quarentena para observação da saúde do animal, como exige o protocolo de acolhimento de novos animais no local. Esse período de quarentena é uma prática comum para garantir que os animais não tragam doenças ou parasitas para o ambiente do Zoológico.

 

Ambas as jiboias são machos e vão dividir o recinto com uma fêmea que já vive no Zoológico há um ano. Como parte do processo de integração, o Zoológico de Goiânia decidiu envolver a população na escolha dos nomes dos novos moradores. Uma votação foi aberta no Instagram do Zoológico, oferecendo opções como Diogo, Zangado, Sneakespeare, Hórus, Zeus e Ninja. Os resultados serão revelados em breve, e o público tem a chance de participar ativamente dessa escolha. Atualmente, o Zoológico abriga 38 serpentes, e essas novas jiboias vão somar ainda mais diversidade ao local.

 

A primeira jibóia foi resgatada em 19 de janeiro, após um incêndio criminoso que atingiu uma área de vegetação, onde o animal ficou gravemente ferido. O réptil foi encontrado pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e, como o resgate ocorreu em um momento crítico, ele precisou de cuidados médicos urgentes. Com o tratamento adequado, o animal se recuperou, mas, devido às cicatrizes profundas, não foi possível devolvê-lo à natureza, pois ele se tornaria vulnerável aos predadores e aos perigos do ambiente natural. O biólogo Diogo Amaral, que atua no Zoológico há mais de 10 anos, ressaltou que o réptil, mesmo com as cicatrizes, está saudável e já se alimentou por três vezes desde sua chegada. O objetivo é garantir que o animal se adapte bem ao novo ambiente e viva de forma saudável no Zoológico.

 

A segunda jibóia, por sua vez, foi resgatada em uma residência de Caldas Novas, onde era criada de forma clandestina, em condições inadequadas para o bem-estar do animal. O local não oferecia o habitat necessário para que o réptil se desenvolvesse adequadamente, e, portanto, a polícia foi acionada para realizar o resgate. A jiboia foi encaminhada ao CETAS de Catalão, onde foi recebida e tratada. Como a cobra foi criada em cativeiro desde muito nova e desenvolveu um comportamento dócil, sua reintrodução na natureza não seria viável. Dessa forma, ela foi enviada para o Zoológico de Goiânia, onde terá um novo lar. Após o período de quarentena, a jiboia estará disponível para visitação a partir do dia 20 de março.

 

O Zoológico de Goiânia não apenas cuida da saúde dos animais resgatados, mas também cumpre um papel educacional importante, conscientizando o público sobre as condições de vida de diversas espécies e os cuidados necessários para a preservação da fauna local. A integração dessas novas jiboias ao ambiente do Zoológico é uma oportunidade de proporcionar um habitat seguro e adequado para esses répteis, longe dos perigos enfrentados em cativeiros ilegais ou nas condições naturais que poderiam ser fatais para eles.

 

Sobre a Jiboia (Boa constrictor):

A Boa constrictor é uma das serpentes mais conhecidas e tem um papel crucial nos ecossistemas onde habita. Naturalmente, elas são encontradas nas florestas tropicais, áreas abertas e savanas da América Central e América do Sul. Caracteriza-se por ser uma serpente não venenosa, que utiliza a técnica da constrição para capturar suas presas. Isso significa que, ao envolver a sua presa com o corpo, ela aplica uma pressão forte o suficiente para impedir que a vítima respire, matando-a por asfixia. Embora seja temida por muitos devido ao seu tamanho e à sua habilidade de constrição, a Boa constrictor é geralmente um animal pacífico e não costuma atacar seres humanos, a não ser que se sinta ameaçada.

 

Elas têm uma dieta variada, incluindo roedores, aves e outros pequenos mamíferos, e sua capacidade de adaptação aos diferentes habitats e dietas torna a espécie bastante resistente. As jiboias também têm uma longa vida, podendo viver até 30 anos ou mais em cativeiro, quando bem cuidadas. No entanto, elas estão ameaçadas por diversos fatores, como a destruição de seu habitat natural e o comércio ilegal de animais silvestres.

 

Ao manter essas jiboias no Zoológico de Goiânia, o objetivo é não apenas garantir o bem-estar dos animais resgatados, mas também dar ao público a oportunidade de aprender sobre a importância de preservar as espécies de serpentes e outros animais silvestres. O Zoológico contribui, assim, para a educação ambiental e a conscientização sobre a necessidade de respeitar e proteger a fauna local, além de oferecer um espaço seguro para os animais resgatados, como essas jiboias, que não teriam mais condições de viver na natureza.

Editor Sucesso