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Trump acusa Biden de usar caneta automática para conceder perdões e chama atos de “nulos”

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump 27/02/2025 - via REUTERS/ Reprodução

Donald Trump fez uma série de declarações provocativas contra o ex-presidente Joe Biden por meio de suas redes sociais, especificamente no Truth Social, onde acusou Biden de utilizar uma “caneta automática” para assinar ordens executivas, incluindo perdões presidenciais, o que, segundo Trump, indicaria que Biden não tinha conhecimento ou controle sobre esses atos. O presidente sugeriu, ainda, que os perdões concedidos por Biden ao final de seu mandato seriam “nulos” e “sem efeito”, alegando que, devido ao uso da caneta automática, o presidente não estava ciente dos perdões dados a membros da comissão do Congresso que investigaram o ataque ao Capitólio de 2021, além de outras figuras associadas a Trump.

Trump também afirmou que, além de não saber dos perdões, Biden não havia aprovado adequadamente os documentos relacionados a essas concessões, implicando que as pessoas que realmente autorizaram os perdões poderiam ter cometido crimes. Em sua postagem, Trump afirmou que os envolvidos em investigações contra ele e outras pessoas inocentes, como membros da comissão investigadora, deveriam ser investigados em um “mais alto nível”.

Em relação à sua acusação sobre a caneta automática, Trump fez um comentário mais tarde, durante uma entrevista com repórteres, onde afirmou que a decisão de anular os perdões caberia à Justiça, mas reiterou sua opinião de que Biden provavelmente não sabia dos atos. Trump parece ter se referido a um tipo de caneta usada para assinar documentos automaticamente, o que ele alegou como uma falta de envolvimento real de Biden nos atos executivos.

Os perdões em questão beneficiaram pessoas ligadas ao ataque ao Capitólio e também algumas figuras próximas a Trump. Biden concedeu perdões aos membros da comissão que investigaram o ataque, além de alguns de seus próprios aliados políticos e até familiares, incluindo seu filho Hunter Biden, que já havia sido perdoado em 2024. Biden justificou os perdões dizendo que eram necessários para proteger essas pessoas de processos politicamente motivados, mas insistiu que isso não significava reconhecimento de culpa.

No entanto, a concessão de perdões a familiares do presidente e figuras próximas foi vista com ceticismo por muitos, que alegaram ser um uso questionável do poder presidencial. Biden também emitiu um comunicado dizendo que a concessão de perdões não implicava em um reconhecimento de que seus familiares haviam cometido crimes, mas sim uma resposta à pressão política que enfrentaram.

Trump, por sua vez, criticou intensamente Biden e as investigações contra ele, afirmando que o processo foi politicamente motivado e que a “caça às bruxas” contra ele deveria ser investigada. Além disso, ele chamou Biden de “o pior presidente da história” e sugeriu que o processo de concessão de perdões não teve a supervisão devida, o que, segundo ele, indicaria irregularidades no governo de Biden.

Essas declarações ampliam o embate político entre Trump e Biden, ambos com diferentes visões sobre a condução política e as investigações envolvendo o presidente, na época em que Biden era o mandatário e seus aliados.

 

Editor Sucesso