Em uma série de anúncios recentes, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, revelou medidas rigorosas que visam reestruturar a administração pública municipal, com foco especial na área da saúde. Durante uma entrevista, Mabel destacou a alta quantidade de servidores da saúde que estão afastados devido a atestados médicos, situação que, segundo ele, precisa ser corrigida de imediato. “Ou eles voltam a trabalhar, ou se aposentam, ou serão demitidos”, afirmou, deixando claro que sua gestão prioriza a eficiência e a prestação de serviços à população.
A fala do prefeito não se limitou ao combate à ausência de servidores. Mabel também destacou os avanços realizados nos primeiros meses de sua gestão, incluindo melhorias em setores essenciais como saúde, educação e zeladoria urbana. Apesar das críticas sobre sua postura, o prefeito reafirmou que Goiânia agora tem um “gerente” que está comprometido em realizar mudanças rápidas e eficazes, com foco em resultados concretos.
Além disso, Mabel detalhou a realocação de recursos de emendas parlamentares para fortalecer hospitais conveniados e outras instituições de saúde, com o objetivo de garantir que os serviços públicos de saúde se tornem mais eficientes e acessíveis à população goianiense.
Em outro movimento estratégico, a Prefeitura de Goiânia firmou um contrato com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para realizar as perícias médicas dos servidores municipais, uma medida que visa agilizar o processo de análise de afastamentos e reduzir os custos administrativos. Atualmente, mais de 8 mil pedidos de afastamento aguardam avaliação na Junta Médica da Prefeitura, o que tem gerado um grande acúmulo de processos.
A parceria entre a Prefeitura e o Sesi, cujo contrato será assinado nesta terça-feira, 1º de abril, tem um valor estimado em R$ 9 milhões e uma vigência de um ano. Esta contratação foi realizada sem licitação, já que o Sesi é uma entidade sem fins lucrativos, o que é permitido por lei. Com isso, a administração municipal espera acelerar a análise dos atestados médicos, além de combater possíveis fraudes, uma vez que a fraude em atestados médicos tem sido um problema recorrente na gestão de afastamentos.
O secretário de Administração de Goiânia, Celso Dellalíbera, revelou que, em março, mais de 1.200 servidores se afastaram do trabalho, o que gerou custos superiores a R$ 6 milhões para os cofres públicos. Para investigar possíveis irregularidades, a Prefeitura já iniciou uma auditoria privada no sistema de afastamentos, com um foco especial na área da Educação, onde se observou um número elevado de licenças médicas. A administração municipal também formalizou um pedido de investigação ao Ministério Público de Goiás (MPGO), com o intuito de esclarecer a situação e garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma justa e eficiente.
Essa parceria com o Sesi incluirá um processo rigoroso de auditoria e cruzamento de informações sobre os atestados médicos, garantindo maior transparência e eficiência na gestão dos afastamentos. Essas iniciativas fazem parte do esforço contínuo da Prefeitura de Goiânia para restaurar a confiança nos serviços públicos e oferecer à população uma administração mais eficiente e transparente.





