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Ex-Aluno Acusado de Matar Professora Vai a Júri Popular em Goiás

 

O ex-aluno Henrique Marcos Rodrigues de Oliveira, acusado de assassinar a professora Cleide Aparecida dos Santos em 2022, será julgado pelo Tribunal do Júri de Inhumas, na região metropolitana de Goiânia, na próxima terça-feira, 8 de abril. O julgamento será presidido pela juíza Mônica Miranda Gomes de Oliveira Estrela e está previsto para iniciar às 9h.

 

O crime, que chocou a comunidade local, aconteceu na madrugada do 24 de agosto de 2022, quando Henrique, então com 24 anos, invadiu a casa da professora e a matou com extrema violência. De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o motivo do assassinato foi vingança. Henrique confessou à polícia que, em 2014, foi aluno da professora Cleide no Colégio Estadual Presidente Castelo Branco, onde ela trabalhava, e que, durante o período escolar, recebeu diversas repreensões por seu comportamento inadequado e por vender drogas nas proximidades da instituição. Ele alegou que as repreensões, as “broncas” que recebia da professora por sua conduta na escola, foram os principais fatores que o motivaram a cometer o crime.

 

A Polícia Civil também apurou que, embora Henrique tenha sido aluno do colégio em 2014, ele manteve convivência indireta com a professora, pois morava nas proximidades da escola. A vítima, Cleide Aparecida dos Santos, tinha 60 anos e dedicou 37 anos de sua vida à educação. Ela foi professora, diretora e, nos últimos anos, atuou como profissional de apoio no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ajudando alunos com necessidades especiais.

 

O filho de Cleide, Anicio Nonato da Silva Júnior, que ficou ferido ao tentar defender a mãe durante o ataque, será uma das testemunhas no julgamento. Ele ainda guarda as marcas físicas do confronto com o assassino. A morte de Cleide gerou grande comoção e mobilização por justiça na cidade de Inhumas, com a comunidade local unida no pedido por respostas.

 

Histórico Criminal do Acusado

Antes de cometer o feminicídio, Henrique já tinha passagens pela polícia. Em fevereiro de 2022, ele foi preso em uma operação da Polícia Civil, que cumpriu um mandado de buscas em sua residência, localizada em Inhumas. Durante a operação, foram apreendidos 200 gramas de maconha, uma faca, uma balança de precisão, anotações sobre vendas de drogas e R$ 837 em dinheiro. A prisão foi em decorrência de uma denúncia anônima que apontava que a casa de Henrique funcionava como ponto de venda de entorpecentes.

 

Apesar do histórico criminal, Henrique conseguiu liberdade após duas semanas preso, por meio de um habeas corpus. Essa liberdade foi concedida devido ao seu status de réu primário. Contudo, o crime que cometeu contra a professora Cleide foi um marco trágico e irreparável na cidade e na vida de sua família.

 

Homenagem  à Professora

Em uma ação simbólica e como homenagem póstuma à professora, o Colégio Estadual Presidente Castelo Branco, onde Cleide trabalhou por grande parte de sua carreira, foi rebatizado para Colégio Estadual Professora Cleide Aparecida dos Santos. A mudança de nome foi sancionada pela Lei Estadual nº 22.379/2023, aprovada na Assembleia Legislativa de Goiás, e foi uma iniciativa do deputado estadual Lucas Calil (MDB). O nome da professora foi imortalizado de forma significativa, refletindo a sua dedicação à educação e ao compromisso com o bem-estar de seus alunos.

 

Cleide Aparecida dos Santos era natural de Franca (SP) e, além de ser educadora, atuou como diretora e foi uma profissional essencial para o atendimento de alunos com necessidades especiais. Sua dedicação à educação e seu trabalho incansável no Colégio Estadual Presidente Castelo Branco ficaram marcados na história de muitos estudantes e na comunidade de Inhumas.

 

Próximos Passos

O julgamento de Henrique Marcos Rodrigues de Oliveira será um momento de buscar justiça para Cleide e sua família. A comunidade de Inhumas aguarda ansiosamente a decisão do júri, com a esperança de que a justiça seja feita pela tragédia que abalou a cidade. O Tribunal do Júri de Inhumas estará atento ao caso, e todos os envolvidos esperam que o julgamento seja conduzido de maneira justa e imparcial, para que a memória de Cleide, professora dedicada, seja respeitada e lembrada por sua contribuição à educação em Goiás.

 

 

Editor Sucesso