Neste domingo, 6 de abril, a Avenida Paulista em São Paulo foi palco de uma manifestação organizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento, que reuniu cerca de 45 mil pessoas, segundo estimativas da Universidade de São Paulo (USP), teve como tema central a exigência de anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, quando centenas de manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Além disso, o ato também expressou fortes críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aos tribunais superiores.
O ex-presidente Bolsonaro esteve presente no evento, acompanhado de diversos aliados políticos. Durante seu discurso, ele demonstrou otimismo quanto ao futuro político e voltou a reforçar sua posição contra as investigações que envolvem os manifestantes do 8 de janeiro. Bolsonaro se disse esperançoso de que “ajuda de fora” possa contribuir para reverter as condenações e alcançar a tão solicitada anistia para seus seguidores. O ex-presidente, que recentemente perdeu apoio em diversas frentes políticas, segue mobilizando sua base em busca de uma rede de aliados, tanto no Brasil quanto internacionalmente.
Entre as principais pautas levantadas no evento, o clamor pela liberdade dos condenados pelo ataque de 8 de janeiro foi predominante. Cartazes e gritos de ordem pediam o fim das penas impostas aos participantes do episódio, que, para os manifestantes, são vistas como uma forma de perseguição política. Além disso, a insatisfação com o STF também foi uma constante, com manifestantes acusando a corte de agir de maneira parcial e de perseguir o ex-presidente e seus aliados.
Além do apoio explícito a Bolsonaro, o ato foi marcado pela presença de figuras políticas do campo bolsonarista, como o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e diversos deputados federais que também se solidarizaram com a causa. A multidão, composta principalmente por apoiadores de Bolsonaro e simpatizantes de sua ideologia, tomou conta das ruas da capital paulista, reforçando o movimento de resistência a um possível retorno do ex-presidente à prisão.
Apesar da polarização do evento, que gerou divisões nas redes sociais e em setores políticos do país, a manifestação reflete a persistência do bolsonarismo em manter a agenda política viva, seja por meio de atos de rua, seja com o apoio de seus seguidores mais fervorosos.





