Uma operação da polícia portuguesa desmantelou uma sofisticada rede de prostituição liderada por brasileiras, que utilizava estabelecimentos de estética e spas como fachada para o aliciamento e exploração sexual de mulheres. A principal investigada é uma DJ brasileiraRegina Episcopo, conhecida como DJ Rebeka Episcopoou Beka, identificada como chefe do esquema, que foi presa na última semana em Lisboa. A operação foi batizada como última massagem.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Judiciária de Portugal, a quadrilha atuava em diversas cidades do país e mantinha uma estrutura bem organizada para atrair mulheres do Brasil com promessas de trabalho legítimo em salões de beleza. Ao chegarem na Europa, as vítimas descobriam que, na verdade, seriam exploradas sexualmente em supostos spas e clínicas de massagem.
As investigações apontam que o grupo oferecia passagens aéreas e acomodação para as mulheres, que eram orientadas a manter uma rotina de atendimento a clientes sob coação. Em muitos casos, elas eram submetidas a jornadas exaustivas, controladas por câmeras de segurança, e obrigadas a entregar grande parte dos lucros à rede criminosa. A atuação do grupo também incluía ações para dificultar a fiscalização, como a constante troca de endereços e alteração de nomes dos estabelecimentos.
Segundo a imprensa portuguesa, a DJ brasileira presa possui grande visibilidade nas redes sociais e atuava como o elo entre os aliciadores no Brasil e os exploradores em Portugal. Ela também é suspeita de ser responsável pelo recrutamento e pelo treinamento das novas integrantes da organização.
A operação resultou na prisão de pelo menos cinco pessoas e no fechamento de vários estabelecimentos suspeitos. As autoridades portuguesas afirmam que o grupo vinha sendo monitorado há meses, após denúncias anônimas e relatos de vítimas que conseguiram escapar da rede.
Além das prisões, documentos, aparelhos eletrônicos e grandes quantias em dinheiro foram apreendidos. A investigação continua, e a polícia não descarta a possibilidade de envolvimento de mais integrantes no esquema, inclusive em outros países europeus.
O caso tem gerado repercussão tanto no Brasil quanto em Portugal, levantando discussões sobre tráfico de pessoas, exploração sexual e a vulnerabilidade de mulheres migrantes diante de promessas de emprego no exterior.





