Na madrugada desta quarta-feira, 9 de abril, a seleção brasileira feminina de futebol escreveu um capítulo glorioso em sua história, conquistando uma vitória histórica contra os Estados Unidos. Com um desempenho de muita personalidade, talento e garra, as Guerreiras do Brasil venceram as tetracampeãs mundiais por 2 a 1, em pleno território norte-americano, em amistoso realizado no PayPal Park, em San Jose, Califórnia.
Esta vitória é ainda mais significativa, pois marcou o fim de um longo jejum de 10 anos sem derrotar as americanas. Além disso, pela primeira vez, o Brasil venceu os Estados Unidos em solo norte-americano, encerrando um tabu nunca antes quebrado por qualquer seleção sul-americana. Para colocar ainda mais peso na conquista, essa foi a quinta vitória da seleção brasileira contra as norte-americanas, sendo esta a primeira fora de casa. As quatro vitórias anteriores haviam ocorrido no Brasil, sendo a última em 2014, em Brasília, com grande atuação de Marta. No entanto, esta vitória carrega um simbolismo ainda mais importante, pois mostra que o Brasil está pronto para competir de igual para igual com as maiores potências do futebol mundial.
A partida começou de forma eletrizante, com as anfitriãs abrindo o placar logo no primeiro minuto de jogo. Aos 34 segundos, Alyssa Thompson avançou pela esquerda e, ao ser desarmada pela zagueira Fê Palermo, a bola sobrou para Catarina Macário, que não perdeu a oportunidade e finalizou direto para o gol. A árbitra, mesmo após revisão do VAR por possível falta na goleira brasileira, manteve a decisão e validou o gol das americanas. Esse gol logo no início da partida poderia ter abalado o moral das brasileiras, mas a seleção se manteve firme e logo mostrou sua força de reação.
O Brasil, comandado pelo técnico Arthur Elias, não demorou a responder e pressionou as adversárias desde o início. A equipe brasileira, com seu jogo agressivo e rápido, começou a criar boas oportunidades. Gabi Portilho teve uma chance clara de gol, enquanto Gio Garbelini desperdiçou outras duas oportunidades em sequência. O ataque brasileiro estava vivo e mostrava que o time não se entregaria facilmente.
Aos 23 minutos do primeiro tempo, a persistência das Guerreiras do Brasil foi recompensada. Gio Garbelini iniciou uma jogada pela direita, e Kerolin apareceu livre na esquerda. A camisa 10 da seleção brasileira invadiu a área com frieza e, de forma precisa, mandou um chute cruzado, igualando o placar e fazendo justiça ao bom desempenho do Brasil na partida até aquele momento. O gol de Kerolin, com sua habilidade e visão de jogo, foi um dos grandes momentos da partida e deixou claro que as brasileiras estavam em busca da virada.
Com o empate no placar, o jogo se tornou ainda mais emocionante, com os dois times criando chances de gol. A seleção americana, acostumada a vencer e com uma equipe cheia de estrelas, continuou pressionando, especialmente com seu jogo de velocidade pelas laterais. Para ajustar o time e neutralizar as jogadas das adversárias, o técnico Arthur Elias fez duas substituições no setor defensivo: Luany e Mariza entraram nos lugares de Bruninha e Lauren, reorganizando a defesa e dando mais estabilidade ao time.
Nos acréscimos do primeiro tempo, o Brasil quase sofreu o segundo gol, mas a goleira Natascha brilhou com uma defesa espetacular em um chute à queima-roupa de Cooper, garantindo o empate no intervalo. Esse momento foi crucial para manter a confiança da equipe brasileira, que voltaria mais forte na etapa final.
O segundo tempo foi de domínio do Brasil. Com mais intensidade e confiança, as brasileiras mostraram uma excelente postura tática e muita organização. O time comandado por Arthur Elias foi para cima das americanas, pressionando e criando inúmeras oportunidades de gol. A grande protagonista da etapa final foi a atacante Gio Garbelini, que comandou as ações ofensivas e esteve presente em quase todas as jogadas perigosas.
As substituições de Arthur Elias se mostraram acertadas. Gabi Portilho e Gio Garbelini deram lugar a Jheniffer e Amanda Gutierres, e foi dessa maneira que a virada aconteceu. Nos acréscimos, em uma saída rápida de contra-ataque, Jheniffer encontrou Luany, que avançou pela direita e fez um cruzamento perfeito para Amanda Gutierres. A atacante, que acabara de entrar, não desperdiçou a chance e, de canhota, empurrou para o gol, decretando a virada histórica para as Guerreiras do Brasil.
Com esse gol, o Brasil finalmente conseguiu o tão esperado triunfo por 2 a 1, quebrando o tabu de 10 anos sem vencer os Estados Unidos. O feito é um marco para a seleção feminina, que agora pode olhar para o futuro com mais confiança e ambição. O Brasil, mais do que nunca, está preparado para enfrentar as maiores seleções do mundo e conquistar ainda mais feitos históricos.
Após o jogo, o técnico Arthur Elias não escondia a felicidade e o orgulho da equipe: “Vencer aqui, contra uma seleção com tanta tradição, é algo gigantesco. Fizemos história mais uma vez e merecemos muito essa vitória.”
Agora, a seleção brasileira feminina se prepara para seus próximos desafios. O time enfrentará a Jamaica em dois amistosos em junho, como parte da preparação para a Copa América, marcada para julho. A confiança gerada pela vitória sobre os Estados Unidos promete impulsionar as Guerreiras do Brasil para a competição continental e para os desafios futuros.





