Carregando cotação do dólar...

China reage com força à escalada tarifária dos EUA e impõe tarifa de 125% sobre produtos norte-americanos

Foto: REUTERS/Tingshu Wang/Reprodução

A tensão entre China e Estados Unidos atingiu um novo ápice nesta semana, com o anúncio do governo chinês de que passará a aplicar uma tarifa de 125% sobre diversos produtos importados dos Estados Unidos. A medida é uma retaliação direta às novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que reacendeu uma política comercial agressiva contra a China.

O governo chinês classificou a decisão norte-americana como “unilateral e provocativa”, e declarou que as novas taxas dos EUA são uma “piada”. Assim, a China mirou produtos estratégicos, como veículos elétricos, chips, produtos agrícolas e itens industriais, elevando suas tarifas a um patamar que praticamente inviabiliza a competitividade desses itens.

Xi defende diálogo, mas endurece postura

Xi Jinping adotou um discurso diplomático, ressaltando que “não há vencedor em uma guerra de tarifas”. No entanto, ele também deixou claro que a China não ficará de braços cruzados diante de medidas consideradas “irracionais e prejudiciais”.

“A China não inicia conflitos comerciais, mas também não teme enfrentá-los quando necessário. O comércio global precisa de regras claras, não de imposições arbitrárias”, disse o Ministério do Comércio Chines.

Além de reforçar sua posição frente aos EUA, Xi buscou apoio da União Europeia, defendendo o multilateralismo e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC) como mecanismos para evitar disputas econômicas unilaterais.

Economia global em alerta com escalada tarifária

A tarifa de 125% imposta por Pequim é uma das mais altas já aplicadas em um contexto de guerra comercial moderna, e seus impactos podem ser profundos. Economistas alertam para a possibilidade de uma nova onda de instabilidade nos mercados globais, especialmente em setores que dependem de cadeias produtivas entre EUA e China.

Fabricantes de semicondutores, montadoras de veículos elétricos e exportadores de produtos agrícolas — como soja, milho e carne — estão entre os mais afetados. Pequim, que historicamente foi um dos principais compradores desses produtos, pode buscar novos fornecedores em países como Brasil, Argentina e Austrália.

As bolsas asiáticas e europeias reagiram com quedas generalizadas, refletindo o receio de uma nova onda de atritos econômicos. O dólar, por outro lado, teve valorização diante da incerteza global, impulsionado pela busca por ativos considerados seguros.

Com o aumento das tarifas para 125%, a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo atinge um novo patamar, com impactos diretos nas relações bilaterais e no equilíbrio do comércio internacional.

Especialistas temem que a escalada continue abrindo espaço para novas medidas protecionistas que possam afetar o crescimento global. Enquanto isso, países como o Brasil observam com atenção — tanto pelos riscos quanto pelas oportunidades comerciais que podem surgir em meio à turbulência entre Washington e Pequim.

 

Editor Sucesso