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Piruetas políticas enquanto a eleição não chega

Piruetas Politicas - Ronaldo Caiado - Lula - Bolsonaro - Bruno Peixoto - Eleição
Ilustração - Estilo Charge - Criada por IA

Piruetas políticas enquanto a eleição não chega

A hora é de causar. Chamar a atenção. Dar piruetas e ganhar likes, lustrar a imagem, preparar terreno enquanto a campanha não vem. Enquanto chega a eleição e todo esse trabalho antecipado seja testado na prática das urnas.

A um ano e quase seis meses da votação nas urnas, os pré-candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e governador estão em campanha e sem muito o que fazer senão dar saltos no ar e fazer dancinhas para o TikTok. Com ou sem agenda pública e política que justifique isso.

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) decidiu lançar agora sua pré-candidatura a presidente da República porque precisa ficar conhecido e crescer nas pesquisas para, então, quem sabe ser confirmado candidato nas convenções de julho de 2026. Ele admite isso e está em ação.

Nessa caminhada, a exposição virtual é essencial. Caiado tinha, como estratégia, colar seu nome ao do cantor Gusttavo Lima. Problema: Gusttavo desistiu de sua pré-candidatura a presidente e da carreira política. Em vez de correr o Brasil discursando em palanques, seguirá cantando nos palcos.

Caiado prepara alternativas. Corre contra o tempo e a necessidade de ser visível. Por conta disso, redes sociais na veia. Mesmo espaço que ocupam outros pré-candidatos a presidente. Vantagem para Lula (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que tem na ações administrativas poder abrangente de atração.

No caso de Tarcísio, ele comanda um Estado que é também uma potência eleitoral e um constante circo midiático armado de pautas políticas. Jair Bolsonaro não tem governo, mas tem o fato de ser uma referência da direita, e assim estar sempre no centro das atenções. O que ele aumenta com a força da militância digital.

Eles, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (União Brasil), os senadores Wilder Morais (PL), Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (PSB), e todos aqueles e aquelas outras que almejam um lugar ao sol estão se mexendo.

Está se mexendo até quem aparentemente nem quer mandato ano que vem: Sandro Mabel (União Brasil), prefeito de Goiânia, Márcio Corrêa (PL), prefeito de Anápolis, Adib Elias, secretário estadual de Infraestrutura, José Mário Schreiner, presidente da Faeg, e Gracinha Caiado, primeira-dama do Estado. A lista é grande.

Se não se mexerem, serão atropelados. Simples assim. O segredo do sucesso está na escolha certa do caminho da construção da imagem. O tipo e a qualidade do remelexo. Fazer contorcionismo sem propósito na lista sem um passo de dança preciso é dançar bolero na beira do abismo.

Mas isso é óbvio. Embora o óbvio seja tão negligenciado. Todos querem aparecer. Preste atenção. Repare no gingado. E dance. Dance conforme a música. Não tem música? Aumente o volume da urna que ela canta no seu ouvido.

Por Vassil Oliveira

Editor Sucesso