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Fatos Novos Mexem no Tabuleiro Político de Goiás

Daniel e Wilder
Daniel Vilela e Wilder Morais - Foto Arquivo

 

O tabuleiro do xadrez político de Goiás, em mutação constante e lenta, de repente ganha uma sacudida com fatos novos no governo e no pouco que há de oposição no Estado. Precisou passar o Carnaval e a Semana Santa pra isso acontecer. Mas aconteceu. Normal. O tempo das jogadas explica.

 

A federação entre União Brasil e PP. A fusão do PSDB com o Podemos. A retomada do diálogo entre o governador Ronaldo Caiado (União) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A divisão latente na direita, que coloca em xeque a pré-candidatura do senador Wilder (PL) ao governo ante a consolidação do nome do governista Daniel Vilela (MDB) para a provável busca da reeleição.

 

Caiado e Bolsonaro dialogando pode abrir espaço para a disputa de uma vaga de senador na chapa a ser liderada por Daniel. E implicaria em desistência de uma candidatura bolsonarista ao governo de Goiás. A união da direita radical e daquela que caminha para o centro ocorreria, então, em torno do emedebista, mesmo que MDB e PT se alinhem nacionalmente.

 

E do outro lado? Aos poucos, o ex-governador Marconi Perillo, que tem criticado o governo Caiado/Daniel discursando quase no deserto e mostrado articulações tímidas nos bastidores, esboça uma volta ao jogo. O papel que terá na fusão dos partidos será decisivo para o seu futuro. A sorte poderá favorecê-lo também: restar como a referência de oposição na disputa direta com o candidato governista.

 

A mexida no tabuleiro não define a partida, no entanto deixa claro que, no jogo jogado, da mesma forma ninguém ganha antecipadamente. A arrumação das peças é o que veremos nos próximos meses. No posicionamento dos grupos políticos nascentes e reposicionamento dos existentes, é dessa mexida que sairá o xeque-mate em outubro do ano que vem.

Editor Sucesso