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Detran e PM Passam Rolo Compressor em 350 Escapamentos Barulhentos em Caldas Novas

Detran-GO Intensifica Fiscalização
Fotos escapamentos Divulgação Detran-Go

 

Uma ação inédita realizada pelo Detran-GO e pelo 26º Batalhão da Polícia Militar de Goiás, no município de Caldas Novas, foi destaque no dia 30 de abril, quando 350 escapamentos adulterados de motocicletas foram esmagados com a ajuda de rolos compressores. A operação faz parte da Patrulha Randandan, que tem o objetivo de combater motocicletas com escapamentos modificados para emitir barulho excessivo e poluição.

 

Os escapamentos, que haviam sido alterados para permitir uma descarga livre, estavam causando sérios impactos na qualidade de vida dos moradores da cidade, especialmente devido ao barulho perturbador e ao aumento da poluição do ar. Esses escapamentos foram apreendidos durante blitzes realizadas pela Polícia Militar nos últimos dois meses, nas quais os motociclistas que circulavam com esse tipo de modificação estavam em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro.

 

O presidente do Detran-GO, Delegado Waldir, ressaltou que essa ação simboliza um esforço conjunto para “apertar o cerco” contra as motocicletas com escapamentos irregulares não apenas em Caldas Novas, mas em todo o estado de Goiás. O uso de rolos compressores para destruir os equipamentos foi uma maneira de enviar uma mensagem clara sobre a gravidade da infração e a disposição das autoridades em combater a poluição sonora e os danos ambientais causados por esses veículos.

 

O impacto das motocicletas com escapamentos adulterados

O coronel Marcelo Mendonça, comandante do 19º Regional da Polícia Militar, agradeceu a parceria com o Detran-GO, destacando a importância dessa ação para a segurança pública e a preservação do sossego dos cidadãos. O delegado Rodrigo Pereira, da Polícia Civil de Caldas Novas, também se manifestou, destacando que a segurança no trânsito e o bem-estar da população são prioridades. Ele enfatizou que a operação visa não apenas combater crimes de trânsito, mas garantir que o direito ao sossego e à saúde da comunidade seja respeitado.

 

O uso dos rolos compressores para esmagar os escapamentos tem um simbolismo forte. De acordo com Delegado Waldir, o barulho excessivo causado pelos escapamentos irregulares afeta negativamente não apenas a saúde auditiva da população, mas também agrava problemas respiratórios devido à poluição do ar. Idosos, crianças, pessoas em tratamento médico e até animais são os mais afetados por essa prática.

 

Em algumas regiões, como escolas e hospitais, o barulho pode até comprometer a recuperação de pacientes e o aprendizado das crianças, gerando uma situação de estresse e desconforto para todos.

 

O que diz a legislação?

A infração de conduzir motocicletas com escapamento modificado é considerada grave, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mais especificamente no artigo 230, inciso XI. As penalidades incluem multa no valor de R$ 195,23, a retenção do veículo e a pontuação de cinco pontos na carteira de habilitação do infrator. Além disso, a modificação do escapamento é uma contravenção penal e configura também crime ambiental, pois emite uma quantidade maior de poluentes, prejudicando o meio ambiente.

 

Em 2024, foram registrados mais de 13.400 casos de motocicletas com escapamento irregular em Goiás. Somente em 2025, até 29 de abril, já foram identificadas 4.449 infrações.

 

O Detran-GO reitera que o combate a essa prática é uma prioridade. Além das multas e da retenção do veículo, os motociclistas flagrados com escapamentos irregulares terão que arcar com os custos para regularizar a situação do veículo.

A Operação Randandan, lançada em fevereiro de 2025, já mostra seus resultados. Esta operação visa não apenas apreender escapamentos irregulares, mas também conscientizar a população sobre os danos causados pelo barulho excessivo e a poluição gerados por essas modificações ilegais. Em parceria com a Polícia Militar, o Detran-GO está intensificando os esforços para retirar de circulação esses veículos, que tanto prejudicam a qualidade de vida nas cidades goianas.

 

 

 

Editor Sucesso