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Ucrânia Ataca Moscou Durante Visita de Xi Jinping; Aeroportos da Capital Russa Fecham em Meio à Tensão Internacional

Ucrânia ataca Moscou
Xi Jinping e Vladimir Putin / foto SPUTNIK

 

A tensão entre Rússia e Ucrânia alcançou novos picos nesta quarta-feira (7), quando drones ucranianos atacaram Moscou pelo terceiro dia consecutivo, pouco antes da chegada do presidente chinês Xi Jinping à capital russa. Como resultado do ataque, vários aeroportos de Moscou foram forçados a fechar, e diversos voos foram cancelados. O ataque ocorre em um momento delicado, já que a cidade se prepara para receber Xi, que está em visita oficial à Rússia, em um evento de grande importância diplomática para o presidente russo Vladimir Putin.

 

Xi Jinping, cujas políticas de apoio econômico à Rússia têm sido fundamentais durante o período de sanções ocidentais, chegará a Moscou para um evento significativo que coincide com o 80º aniversário da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista. A celebração, marcada para o próximo dia 9 de maio, contará com um desfile militar na Praça Vermelha, evento do qual Xi participará ao lado de outros líderes mundiais, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Este é um dos maiores eventos internacionais organizados por Putin, que busca reforçar a ideia de que a Rússia não está isolada no cenário global.

 

No entanto, a Ucrânia tem se oposto fortemente ao envolvimento de países como a China no apoio diplomático à Rússia, especialmente considerando o contexto da guerra em território ucraniano. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia fez um apelo a nações neutras, como a China, para que evitassem enviar forças armadas ao desfile de 9 de maio, destacando que tal ação violaria a neutralidade de alguns países. Autoridades ucranianas também apontaram que a presença de tropas chinesas no evento poderia ser vista como um endosse ao regime de Putin em sua agressão contra a Ucrânia.

 

Durante a coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China não se referiu diretamente ao posicionamento da Ucrânia sobre a participação no desfile, mas ressaltou que a “prioridade máxima” da China é evitar uma escalada do conflito, apelando por negociações para um cessar-fogo.

 

Enquanto isso, os ataques aéreos continuam a afetar tanto a Rússia quanto a Ucrânia. Autoridades ucranianas confirmaram que, na noite anterior, um ataque aéreo russo matou uma mãe e seu filho em Kiev, enquanto a Rússia afirma que seus ataques são direcionados a alvos militares. Por outro lado, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que as unidades de defesa aérea russas interceptaram ao menos 14 drones ucranianos que estavam se dirigindo à capital russa, evidenciando a intensidade dos ataques de ambos os lados.

 

O Kremlin tem afirmado que os ataques ucranianos a Moscou são uma tentativa de “terrorismo” e que seus serviços de inteligência, juntamente com as forças armadas russas, estão realizando todos os esforços necessários para garantir a segurança das comemorações do 80º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial. Para Putin, a presença de Xi Jinping no evento oferece uma poderosa demonstração de apoio internacional, com a Rússia tentando se mostrar cada vez mais unida e forte frente à pressão global.

 

Xi, por sua vez, tem defendido uma solução pacífica para o conflito, apoiando negociações entre as partes e responsabilizando os Estados Unidos por alimentar a guerra ao fornecer armas à Ucrânia. O presidente chinês já teve encontros com o líder russo Vladimir Putin, e uma nova rodada de conversações está agendada para esta quinta-feira (8), com o intuito de fortalecer os laços diplomáticos entre os dois países.

 

Apesar das tensões crescentes, o Kremlin segue buscando uma narrativa de crescente autoridade global, com a presença de Xi sendo vista como um sinal de que a Rússia não está isolada, apesar das contínuas sanções e da pressão internacional. A expectativa agora é que o desfile de 9 de maio seja uma exibição de força tanto militar quanto diplomática para a Rússia, com a presença de líderes mundiais e uma demonstração de união, mesmo diante de um cenário internacional cada vez mais polarizado.

 

 

Editor Sucesso