O preço do gás de cozinha (botijão de 13 kg) em Goiás sofreu um aumento de até R$ 12, conforme anunciado pelo Sindicato das Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás). O reajuste é resultado dos leilões mensais realizados pela Petrobras em parceria com o governo federal, que começaram em dezembro de 2024 e continuam ao longo de 2025. De acordo com o presidente da Sinergás, Zenildo Dias do Vale, este aumento é repassado diretamente ao consumidor, que sentirá o impacto no bolso a partir deste mês de maio.
Zenildo destacou que, ao longo dos últimos meses, os valores do gás de cozinha já haviam subido progressivamente, com aumentos mensais de R$ 1,50, R$ 2,00 e R$ 3,00. No entanto, o reajuste total será repassado agora, a pedido do governo e da Petrobras. Em Goiânia, embora ainda seja possível encontrar botijões de gás com preço de até R$ 120, a expectativa é que, nos próximos dias, o valor do botijão de 13 kg atinja até R$ 140 no mercado, refletindo o repasse integral dos aumentos.
Zenildo criticou a falta de transparência por parte da Petrobras e do governo federal em relação aos aumentos que vêm ocorrendo nos últimos meses. “Quem está determinando o aumento não é o Sinergás, mas sim o governo federal e a Petrobras. Eles não têm dado visibilidade aos reajustes que aconteceram, o que acaba prejudicando o consumidor final. O bolso vai sentir, especialmente as donas de casa, mas se não repassarmos esse aumento, muitos empresários poderão ser forçados a sair do mercado”, afirmou.
Contexto e Impacto no Setor
Desde o início dos leilões em dezembro de 2024, o mercado de gás de cozinha em Goiás tem enfrentado instabilidade nos preços, uma vez que os aumentos, que antes eram aplicados de forma gradual, passaram a ser repassados de maneira integral aos consumidores apenas neste mês. O Sindicato das Revendedoras de Gás afirmou que o setor tentou, ao longo dos últimos meses, adiar o repasse do aumento para não sobrecarregar o consumidor, mas a decisão final de aplicar o aumento total foi tomada pelo governo federal e pela Petrobras.
O impacto financeiro desse reajuste será sentido especialmente pelas famílias de menor poder aquisitivo, que dependem do gás de cozinha para o preparo das refeições diárias. De acordo com Zenildo Dias do Vale, a medida de repassar integralmente o aumento ao consumidor se deu em virtude da imposição dos preços definidos nos leilões, os quais não foram amplamente divulgados ou discutidos com os revendedores antes de serem aplicados.
Nota Oficial da Sinergás sobre o Reajuste
A Sinergás também emitiu uma nota oficial detalhando a situação e explicando os motivos do reajuste. A seguir, confira a íntegra da nota:
“O Sinergás vem, por meio desta, informar a toda a categoria e à população que, desde dezembro de 2024, a Petrobras e o governo federal iniciaram os leilões mensais de Gás GLP, o que impactou diretamente o setor de revenda de gás em nosso estado. Estes leilões continuam sendo realizados mensalmente, com o aumento do valor do gás sendo repassado para o consumidor de forma gradual. No entanto, devido à falta de transparência por parte da Petrobras e do governo federal, o setor não conseguiu repassar os aumentos anteriores de forma integral.
Informamos que, a partir de 6 de maio de 2025, haverá um reajuste de R$ 10 a R$ 12 no preço do gás de cozinha (botijão P-13), elevando o valor do botijão de gás para uma faixa de R$ 130 a R$ 140, dependendo da localidade e do ponto de venda, no Estado de Goiás. Pedimos a compreensão de todos e destacamos que esta decisão não foi tomada pelo Sinergás, mas é uma imposição da Petrobras e do governo federal, que definiram os preços de forma centralizada e sem a devida consulta ao setor privado.”
Expectativas Futuras
Com o aumento agora em vigor, os consumidores goianos devem se preparar para pagar valores mais altos pelo gás de cozinha nas próximas semanas. Apesar da resistência dos revendedores em repassar o aumento integral, a medida foi imposta pelas autoridades federais, sem uma ampla discussão com os empresários locais.
O aumento no preço do gás de cozinha em Goiás reflete a instabilidade do mercado de energia e combustíveis no Brasil, que tem afetado o poder de compra das famílias e pressionado os custos de vida. O impacto do reajuste pode ser ainda maior em áreas de menor renda, onde o gás de cozinha é um item essencial para o preparo das refeições diárias.
Os próximos meses serão decisivos para entender a continuidade deste ciclo de aumentos e a reação tanto do mercado quanto dos consumidores diante da situação. Empresários do setor e autoridades locais continuam monitorando a situação, enquanto tentam encontrar formas de minimizar os efeitos dessa política de reajustes no orçamento das famílias goianas.





