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Vereadores de Cachoeira Alta São Alvo de Operação por Desvios de Verba Pública e Fraude Eleitoral

Investigação em Cachoeira Alta
Câmara Municipal de Cachoeira Alta | Foto: Reprodução

 

Na manhã desta terça-feira (13), a Polícia Civil de Goiás deflagrou uma operação na cidade de Cachoeira Alta, com o objetivo de apurar crimes de peculato e corrupção passiva envolvendo vereadores e servidores da Câmara Municipal. O presidente da Câmara, Josuel de Freitas (PP), foi flagrado com R$ 10 mil em espécie durante a ação. Outros parlamentares, como Shaylon Rodrigo Ribeiro (PP), Luziene do Niteta (UB), Renato Rosa (MDB) e Tiaguin Ramalho (Podemos), também estão sendo investigados.

 

 

O caso está sendo conduzido pela delegada Ana Francielle Batista, que explicou que o grupo está sendo investigado por desvio de recursos públicos, principalmente por meio de diárias de cursos e viagens. Segundo a delegada, os vereadores estavam utilizando esses recursos de forma irregular desde janeiro deste ano, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 110 mil aos cofres públicos.

 

A operação resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão. Durante a ação, foram apreendidos celulares, documentos e armas de fogo. Em relação às armas de fogo apreendidas, a delegada esclareceu que algumas foram encontradas em situação legal e serão devolvidas aos envolvidos. O vereador Tiaguin Ramalho, além de ser investigado, foi detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

 

Compra de Votos e Desdobramentos da Investigação

 

Inicialmente, as investigações começaram a partir de uma denúncia sobre uma possível compra de votos durante a eleição para presidente da Câmara Municipal de Cachoeira Alta. No entanto, à medida que as apurações avançaram, o foco se expandiu para incluir fraudes nos repasses de recursos públicos por meio de diárias fictícias para cursos e viagens. A operação investiga ainda se houve envolvimento de outros membros da Casa em ações ilícitas.

 

A delegada Ana Francielle Batista mencionou que, embora a investigação inicial tenha sido motivada pela suspeita de compra de votos, o caso é complexo e exige uma análise detalhada. A investigação está em andamento e deve durar meses, pois ainda existem muitos pontos a serem esclarecidos, especialmente no que diz respeito à possível compra de votos e aos esquemas de desvio de verbas.

 

 

As investigações estão sendo acompanhadas de perto pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), que também formulou o pedido para a abertura da apuração. O MPGO seguirá monitorando o caso, buscando identificar todas as partes envolvidas no esquema de corrupção e fraudes, e também se houveram outras práticas ilícitas que ainda não foram descobertas.

 

A operação da Polícia Civil de Goiás segue em curso, e novas informações poderão surgir à medida que mais documentos e evidências sejam analisados. O caso tem gerado grande repercussão local e regional, trazendo à tona questões sobre o uso indevido de recursos públicos e a atuação das autoridades para combater a corrupção em todas as esferas.

Editor Sucesso