A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia, prendeu preventivamente nesta segunda-feira (19) a mãe e o pai de uma criança de 4 anos acusados de tortura. O caso, que envolveu um abuso brutal e constante da criança, gerou grande repercussão na cidade e destaca a gravidade da violência doméstica contra menores.
A investigação teve início a partir de uma denúncia recebida pela PCGO, que trouxe à tona vídeos perturbadores mostrando a menina sendo brutalmente agredida pela própria mãe. Durante as apurações, a polícia descobriu que o pai da criança tinha pleno conhecimento da situação e das imagens de tortura, mas não tomou nenhuma medida para proteger a filha. Em vez de procurar ajuda, ele permaneceu omisso diante da violência, apesar de as gravações terem sido enviadas diretamente a ele pela mãe, que utilizava os vídeos como uma forma de chantagem emocional contra o pai.
Os vídeos que chegaram às autoridades revelaram cenas de extrema crueldade, incluindo:
- Ameaças com faca, em que a criança era intimidada e forçada a temer pela sua vida.
- Esganamento até o desmaio, com a vítima visivelmente em sofrimento, perdendo a consciência devido à violência.
- Agressões físicas, que incluíam puxões de cabelo, tapas e o uso de objetos domésticos, como panelas, para ferir a criança.
- Abuso verbal, com palavras humilhantes e desumanas, que feriam emocionalmente a criança, além de comportamentos agressivos.
- Simulação de enforcamento, em que a criança era colocada em uma estrutura de “forca” e, desesperada, pedia por socorro.
O primeiro vídeo foi gravado em outubro de 2023, quando a criança ainda tinha 3 anos, e o material mais recente foi filmado há poucas semanas, o que indica que os abusos ocorreram ao longo de mais de um ano e meio, afetando gravemente a vida da criança.
Com o avanço da investigação, a PCGO conseguiu identificar os autores do crime e realizar a prisão preventiva de ambos os pais, que agora enfrentam acusações de tortura. A mãe, responsável direta pelos abusos, e o pai, que foi cúmplice pela omissão, foram ambos levados à prisão, onde aguardam os trâmites legais.
Atualmente, a criança foi afastada da mãe e está sob os cuidados de um familiar responsável, que se comprometeu a garantir sua segurança, estabilidade e bem-estar. O novo responsável pela menina está tomando todas as providências necessárias para ajudá-la a se recuperar física e emocionalmente dos traumas causados pela violência que sofreu.
Este caso reflete a necessidade urgente de intensificar a proteção às crianças e adolescentes, combatendo qualquer forma de violência doméstica e assegurando que abusos como este sejam punidos com todo o rigor da lei. A Polícia Civil de Goiás continua com suas investigações e está comprometida em garantir a justiça para a vítima, além de prestar apoio à criança e à família responsável por seu cuidado.
A ação da PCGO reforça a importância do envolvimento da sociedade e das autoridades para garantir um ambiente seguro para todas as crianças. Casos como esse mostram como é fundamental a denúncia de abusos e a mobilização para proteger as vítimas de violência.






