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França confirma prisão de segurança máxima na Amazônia para enfrentar narcotráfico e extremismo

Foto:Michel Euler/Pool/REUTERS/Reprodução

O governo da França anunciou oficialmente a construção de uma nova penitenciária de segurança máxima na Guiana Francesa, território ultramarino localizado na floresta amazônica. O objetivo principal da iniciativa é conter o avanço do tráfico de drogas e impedir a atuação de grupos extremistas. A estrutura deverá começar a operar em 2028 e terá investimento estimado em 400 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 2,5 bilhões.

A prisão será construída em uma área remota próxima à cidade de Saint-Laurent-du-Maroni, que faz fronteira com o Suriname. A escolha da localização estratégica foi pensada para isolar os detentos das redes criminosas às quais pertencem, reduzindo sua capacidade de comunicação e articulação com o mundo exterior. Com capacidade prevista para 500 presos, a unidade contará com setores de vigilância reforçada, especialmente para internos considerados de alta periculosidade.

De acordo com o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, a nova instalação deve aliviar a pressão sobre o atual sistema penitenciário da Guiana Francesa, que enfrenta superlotação. O território é um corredor importante para o tráfico de cocaína proveniente da América do Sul com destino à Europa, além de registrar índices de violência bem superiores aos observados na França metropolitana.

Além do combate ao narcotráfico, a prisão também tem como foco conter a disseminação de ideologias extremistas entre os detentos. O governo planeja impor um regime prisional altamente restritivo, voltado para neutralizar indivíduos envolvidos em atividades terroristas ou com histórico de radicalização.

A decisão de construir a penitenciária ocorre em meio ao aumento das preocupações com a segurança carcerária na França, após recentes ataques a presídios e casos de fuga. Como parte da resposta, o Executivo francês pretende implementar uma série de mudanças legislativas, incluindo a criação de uma promotoria especializada no combate ao crime organizado e medidas mais rigorosas sobre visitas e comunicação entre presos e o exterior.

O projeto também evoca a memória do antigo sistema penal francês na região, notoriamente marcado pela prisão da Ilha do Diabo, que funcionou até 1953 e ficou mundialmente conhecida pelo livro e filme “Papillon”. Agora, a proposta do governo francês é unir rigidez e respeito aos direitos humanos, mesmo diante dos desafios logísticos e do elevado custo da construção em uma área de difícil acesso.

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