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Anvisa proíbe venda de azeites por irregularidades sanitárias

Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Reprodução

Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, importação e propaganda de dois azeites de oliva amplamente vendidos no Brasil. A decisão foi tomada após a identificação de irregularidades sanitárias graves, conforme apurações feitas em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

A medida foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira, dia 20, e é válida em todo o território nacional. Segundo informações divulgadas pelos órgãos fiscalizadores, os produtos foram considerados impróprios para consumo por apresentarem origem indefinida e falhas graves de rotulagem, incluindo o uso de um CNPJ inexistente — o que levanta sérias dúvidas sobre a legalidade e a segurança dos azeites comercializados.

Entre os riscos apontados pelas autoridades está a possibilidade de adulteração dos produtos, prática já identificada anteriormente em outras marcas durante fiscalizações do MAPA. Nessas situações, produtos vendidos como azeite de oliva extravirgem continham, na verdade, misturas com óleos vegetais de menor valor, como o de soja, enganando os consumidores.

A ANVISA ressaltou que a falta de informações confiáveis nos rótulos e a indefinição sobre a procedência dos produtos comprometem a garantia de qualidade e segurança alimentar. Mesmo na ausência de uma comprovação direta de risco à saúde, o potencial de dano sanitário é suficiente para justificar a retirada imediata dos produtos do mercado.

A orientação para consumidores é que interrompam o uso dos azeites em questão e entrem em contato com a Vigilância Sanitária local. Já comerciantes e distribuidores devem retirar os produtos das prateleiras e interromper sua comercialização imediatamente, em conformidade com a determinação da ANVISA.

Esse episódio se soma a uma série de medidas adotadas desde 2024 para coibir práticas irregulares no setor de azeites. Diversas marcas já foram alvo de interdição por motivos semelhantes, como rotulagem enganosa, falsificação de origem ou adulteração de composição. Dados divulgados recentemente indicam que pelo menos 12 marcas foram afetadas por ações desse tipo no último ano, o que tem impulsionado uma campanha por maior controle e transparência na cadeia produtiva.

A legislação sanitária brasileira exige que todos os produtos alimentícios cumpram normas rigorosas de rotulagem, rastreabilidade e registro. Informações falsas ou incompletas nos rótulos podem configurar crime contra a saúde pública e resultar em sanções administrativas e penais. Em casos de alimentos importados, também é obrigatória a apresentação de documentos que comprovem a origem e atestados laboratoriais que garantam a conformidade com os padrões brasileiros, o que não foi observado nesses casos.

As autoridades recomendam que os consumidores fiquem atentos à procedência dos azeites adquiridos e que denunciem quaisquer irregularidades aos órgãos de defesa do consumidor. Caso alguém apresente sintomas de intoxicação após o uso de azeites irregulares, deve procurar assistência médica imediatamente.

Até o momento, as empresas responsáveis pelos produtos vetados não se pronunciaram oficialmente sobre a decisão. Esta matéria permanece aberta a atualizações, caso haja manifestação pública por parte das envolvidas.

Editor Sucesso