Na manhã de quarta-feira (21/05), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou a operação Histórico Express, que resultou na prisão de dois indivíduos envolvidos em um esquema criminoso de venda e uso de históricos escolares falsificados. O objetivo do esquema era permitir que estudantes de Direito em Anápolis validassem disciplinas de forma irregular, reduzindo o tempo necessário para concluir o curso. A operação, que envolveu o cumprimento de dez mandados judiciais, incluindo prisões preventivas, buscas e apreensões, e outras medidas cautelares, visa esclarecer a dimensão da fraude e responsabilizar todos os envolvidos.
De acordo com o Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic), os dois indivíduos presos são um ex-coordenador do curso de Direito e professor universitário, além de um aluno do 9º período de outra instituição de ensino superior. As investigações tiveram início após uma denúncia feita por uma faculdade, que relatou à polícia a suspeita de que alunos estariam utilizando documentos falsificados para validar disciplinas do curso de Direito. A fraude estava sendo praticada há mais de um ano e envolvia a venda de históricos escolares falsos que permitiam aos alunos “eliminar” períodos inteiros do curso, economizando tempo e dinheiro.
Segundo o delegado Luiz Carlos Cruz, responsável pelo caso, a fraude era extremamente simples e acessível. Os interessados podiam adquirir o histórico escolar falsificado por meio de uma simples mensagem no WhatsApp. Com esse documento fraudulento, os alunos conseguiam obter créditos de disciplinas que não haviam cursado, o que lhes permitia “pular” até quatro períodos do curso de Direito, que normalmente tem duração de cinco anos. O valor cobrado por cada conjunto de disciplinas já “cursadas” em outra instituição variava em torno de R$ 2,5 mil. Dessa forma, os alunos conseguiam concluir o curso em apenas três anos, ao invés do tempo convencional.
O delegado Cruz afirmou que as investigações continuam para identificar todos os responsáveis pelo esquema, incluindo os indivíduos que captavam, vendiam e compravam os históricos falsificados. Além disso, a polícia vai apurar se alguma instituição de ensino superior tinha conhecimento sobre a prática fraudulenta. A PCGO ressaltou que o esquema estava em operação há mais de um ano e envolvia uma rede organizada de pessoas dispostas a oferecer facilidades ilegais a estudantes que desejavam abreviar sua trajetória acadêmica.
Durante a operação, a polícia apreendeu uma quantidade significativa de documentos e aparelhos eletrônicos, que serão analisados para dar continuidade às investigações. O trabalho da polícia tem o objetivo de desmantelar completamente a rede criminosa e garantir a responsabilização de todos os envolvidos. A PCGO também alertou sobre a gravidade de crimes como este, que comprometem a integridade do sistema educacional e prejudicam a confiança das instituições de ensino superior.
A ação da Polícia Civil foi amplamente elogiada, pois destaca a importância da fiscalização rigorosa e da cooperação entre as instituições de ensino e as autoridades para combater fraudes acadêmicas. As investigações devem prosseguir para esclarecer todos os detalhes da operação e garantir que os responsáveis por essas práticas ilegais sejam devidamente punidos.





