O juiz da Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, Adhailton Lacet, denunciou nesta semana um grave esquema de exploração infantil que ocorre na capital paraibana. De acordo com o magistrado, crianças estão sendo “alugadas” por adultos para pedir esmolas em pontos comerciais, especialmente em locais públicos movimentados, como grandes redes de supermercados. A denúncia aponta que os menores, muitas vezes sem qualquer vínculo familiar com os adultos que os acompanham, são utilizados para sensibilizar os clientes com o objetivo de arrecadar doações, como fraldas, leite e outros produtos essenciais.
O juiz Adhailton Lacet destacou que, ao que tudo indica, as crianças envolvidas neste esquema não são suas filhas biológicas, e que em muitos casos são transportadas de maneira forçada ou manipuladas para participarem desse tipo de atividade. O objetivo dos adultos é usar o apelo emocional gerado pela presença de uma criança para aumentar as chances de receberem as doações dos consumidores.
O juiz explicou que essa prática configura uma exploração infantil grave e é completamente ilegal. Ele ressaltou que a utilização de crianças dessa forma não só viola os direitos da criança, mas também coloca em risco seu bem-estar físico e psicológico, além de expô-las a situações de abuso e negligência.
Em sua denúncia, Lacet fez um apelo à sociedade para que colabore no combate a esse tipo de crime. O juiz pediu que, ao se depararem com situações semelhantes, as pessoas acionem imediatamente o Conselho Tutelar. De acordo com Lacet, é fundamental que a população se mantenha vigilante, porque a denúncia rápida pode fazer toda a diferença na proteção das crianças envolvidas.
O juiz também alertou sobre a importância da conscientização sobre os direitos das crianças e da educação sobre a exploração infantil, enfatizando que não se deve permitir que esse tipo de prática seja mascarado sob o argumento de que as doações são para uma causa nobre. Ele reforçou que a exploração infantil nunca é justificável, independentemente das circunstâncias.
Por fim, Adhailton Lacet ressaltou que é responsabilidade de todos garantir que as crianças sejam tratadas com dignidade e respeito, vivendo em um ambiente seguro, longe de abusos e de qualquer tipo de exploração. Ele finalizou a denúncia com um apelo para que a sociedade continue vigilante e denuncie qualquer ato que coloque em risco os direitos das crianças.
Como Denunciar
Caso identifique uma situação de exploração infantil ou abuso, a população deve entrar em contato com o Conselho Tutelar ou ligar para o Disque Denúncia 100, um canal de comunicação direto com as autoridades responsáveis pela proteção dos direitos das crianças e adolescentes. A denúncia é anônima, e qualquer ação é fundamental para a preservação da segurança e bem-estar dos menores.





