Carregando cotação do dólar...

Governo revê parte do aumento do IOF, mas mudanças seguem impactando viagens e investimentos no exterior

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / InfoMoney/Reprodução

Na quinta-feira (22), o governo federal anunciou um aumento expressivo no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicável a transações internacionais, como parte de um esforço para fortalecer a arrecadação e atingir a meta de déficit fiscal zero em 2025. A elevação da alíquota foi de 1,1% para 3,5%, afetando compras feitas com cartão de crédito no exterior, envio de dinheiro para fora do país, investimentos internacionais e empréstimos de curto prazo em moeda estrangeira.

A reação do mercado foi imediata. Plataformas de câmbio e instituições financeiras digitais emitiram comunicados de urgência aos clientes. A Wise, por exemplo, orientou os usuários a finalizarem conversões antes da meia-noite de sexta-feira (23), último momento para garantir a antiga taxa de IOF. Já a Avenue suspendeu temporariamente os serviços de câmbio fora do horário comercial em resposta à medida.

Diante da forte repercussão negativa, o governo realizou uma reunião emergencial e decidiu voltar atrás em parte da medida. Foi revogado o aumento do IOF para investimentos de fundos nacionais fora do Brasil. No entanto, as demais mudanças foram mantidas, incluindo a nova alíquota para operações com cartões internacionais e transferências de valores ao exterior.

Apesar do recuo parcial, especialistas apontam que as alterações ainda representam um obstáculo relevante para consumidores e empresas com negócios internacionais. Além disso, o ajuste fiscal interrompe o caminho do Brasil rumo à equiparação com práticas tributárias internacionais, o que pode comprometer a confiança de investidores estrangeiros.

Para quem pretende viajar ou movimentar recursos fora do país, a recomendação é ficar atento às atualizações sobre o IOF e buscar estratégias para mitigar os impactos dos novos custos. Informações atualizadas podem ser encontradas nos canais oficiais do governo e nas plataformas das instituições financeiras.

Editor Sucesso