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Netanyahu Acusa França, Reino Unido e Canadá de Incentivar o Hamas

Netanyahu acusa França, Reino Unido e Canadá de incentivar o Hamas
Benjamin Netanyahu / Reprodução

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou duramente os líderes da França, Reino Unido e Canadá, após esses países ameaçarem tomar “medidas concretas” caso Israel não interrompa sua recente ofensiva militar na Faixa de Gaza. Segundo Netanyahu, tais países estariam, na verdade, apoiando o grupo palestino Hamas, o que reforça a tensão diplomática.

 

A declaração do premiê segue a linha do ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, e reflete a resistência do governo de Israel frente à crescente pressão internacional para suspender as operações militares e permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza.

 

“Vocês estão do lado errado da humanidade e da história”, afirmou Netanyahu em pronunciamento, destacando o descontentamento com as críticas vindas principalmente da extrema-esquerda em países como os EUA e algumas nações europeias.

 

À medida que as imagens da destruição e da crise humanitária em Gaza ganham repercussão mundial, protestos contra Israel se multiplicam em vários países. Para o ex-diplomata israelense Yaki Dayan, essa polarização dificulta o entendimento da perspectiva israelense, que defende a ofensiva como uma guerra de defesa.

 

Além disso, o governo israelense manifesta preocupação com os apelos de países europeus para o reconhecimento oficial de um Estado Palestino, medida que tem ganhado força em nações como Espanha e Irlanda. Netanyahu considera que essa iniciativa representa uma ameaça direta à segurança de Israel.

 

O primeiro-ministro relacionou o assassinato recente de dois funcionários da embaixada israelense em Washington a essa ameaça, ressaltando que o grito de “Palestina Livre” ecoado pelo agressor é o mesmo utilizado durante o ataque do Hamas em outubro de 2023.

 

“Eles não querem um Estado Palestino, querem destruir o Estado Judeu”, declarou Netanyahu em suas redes sociais. Ele acusou os líderes da França, Reino Unido e Canadá de ignorarem essa realidade e afirmou que reconhecer um Estado Palestino seria premiar “assassinos”.

 

De acordo com Netanyahu, ao exigirem o fim imediato das operações militares, esses países estariam, na prática, incentivando o Hamas a prosseguir com o conflito. O Hamas chegou a agradecer publicamente os líderes internacionais por pressionarem Israel.

 

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, reafirmou que seu país, junto ao Reino Unido e Canadá, considera o Hamas uma organização terrorista e mantém compromisso firme com a segurança de Israel.

 

A pressão internacional exige a interrupção da ofensiva e o desbloqueio da entrada de ajuda humanitária em Gaza, onde Israel havia imposto restrições desde março, recentemente flexibilizadas.

 

 

Editor Sucesso