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Ex-funcionária acusa P. Diddy de sequestro e ameaças de morte: “Pensei que fosse morrer”

Foto: Angela Weiss/AFP/Reprodução

O rapper e empresário Sean “P. Diddy” Combs voltou ao centro das atenções nesta semana após novas acusações chocantes virem à tona. Durante uma audiência no tribunal federal de Manhattan, uma ex-funcionária da gravadora Bad Boy Entertainment, Capricorn Clark, relatou que foi vítima de sequestro e ameaças de morte por parte do artista no seu primeiro dia de trabalho.

Clark afirmou que, logo no início de sua contratação, foi levada por Combs até o Central Park, onde ele teria feito ameaças diretas à sua vida. Segundo seu depoimento, o magnata exigiu saber se ela havia tido contato profissional com outros artistas da cena do rap. “Se eu descobrir que você trabalhou com alguém do meio, você vai morrer”, teria dito Combs.

Ela também contou que foi submetida a um teste de polígrafo enquanto era intimidada por um homem corpulento, que a ameaçava com frases como: “Se falhar nesse teste, vão te jogar no East River”. Clark relatou que sentiu medo real por sua vida.

Outro episódio mencionado no depoimento remonta a 2011. De acordo com Clark, Diddy teria a sequestrado, armado, com o objetivo de encontrar e matar o rapper Kid Cudi. A motivação seria o suposto relacionamento de Cudi com Cassie, ex-namorada de Combs. Durante o trajeto até a residência de Cudi, Clark conseguiu alertar Cassie por telefone.

Ela afirmou que, ao chegar ao local, Combs e um segurança começaram uma perseguição ao rapper, que só foi encerrada com a chegada da polícia. Após o ocorrido, Diddy teria ameaçado as testemunhas, dizendo: “Se não convencerem ele de que não fui eu, mato todos vocês”.

O depoimento de Clark é parte de um processo maior que investiga P. Diddy por uma suposta rede de tráfico sexual, coerção e violência que, segundo promotores, remonta a 2008. Outras mulheres, incluindo a cantora Cassie e a modelo Thalia Graves, também apresentaram acusações similares, afirmando terem sido drogadas e violentadas pelo artista.

Caso condenado, Diddy poderá enfrentar uma pena que varia de 15 anos à prisão perpétua.

Os advogados de Combs tentam desqualificar o testemunho de Clark, apontando que ela teria voltado a procurar o artista anos depois, oferecendo seus serviços novamente. Eles também levantaram dúvidas sobre a precisão de suas lembranças, dado o tempo decorrido desde os eventos. O juiz responsável pelo caso pediu ao júri que desconsiderasse certas partes do depoimento por falta de evidências concretas.

O processo ainda está em andamento, sem previsão para encerramento. As acusações contra P. Diddy geram enorme repercussão na indústria musical e reforçam as discussões sobre abuso de poder, especialmente no meio artístico.

Editor Sucesso