O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) elevou o tom contra o governo federal ao pedir a demissão do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT). A organização critica o que considera uma condução insatisfatória da política de reforma agrária e promete pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um encontro agendado para esta quinta-feira (29), em um assentamento no Paraná.
De acordo com lideranças do MST, o ministro teria “excedido os limites” diante da paralisia na regularização de terras e da desaceleração no assentamento de famílias. Uma das queixas mais contundentes do movimento é a redução da meta de assentamentos: de 60 mil famílias previstas inicialmente, o número teria sido rebaixado para cerca de 20 mil.
Em resposta, Paulo Teixeira demonstrou surpresa com a reação do MST e afirmou que sua pasta está em constante diálogo com os movimentos sociais. Segundo ele, os objetivos traçados pela equipe ministerial estão sendo cumpridos dentro dos prazos e metas estabelecidos.
O embate marca um momento delicado na relação entre o MST e o governo Lula, cuja base de apoio inclui diversos movimentos populares. A crescente insatisfação dos sem-terra pode gerar reflexos políticos importantes, especialmente diante das expectativas frustradas em relação à reforma agrária, tema historicamente sensível e promissor dentro da agenda petista.





