Carregando cotação do dólar...

Julgamento de Paulo Cupertino Tem início em São Paulo Por Triplo Homicídio

Julgamento de Paulo Cupertino tem início em São Paulo por triplo homicídio
Paulo Cupertino Matias Divulgação/Polícia Civil de São Paulo

 

O julgamento de Paulo Cupertino Matias, acusado de matar o ator Rafael Miguel e os pais do jovem, João Alcisio e Miriam Selma Miguel, teve início nesta quinta-feira (29), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O crime ocorreu em junho de 2019 e ganhou grande repercussão nacional.

 

Cupertino responde por triplo homicídio qualificado e está sendo julgado ao lado de outros dois réus. Inicialmente, o julgamento estava previsto para outubro de 2024, mas foi adiado após a destituição de seu advogado de defesa. Com a nova audiência, o Tribunal do Júri busca agora uma decisão definitiva sobre o caso.

 

Estão previstos doze depoimentos durante o julgamento, incluindo os três acusados e nove testemunhas, tanto da defesa quanto da acusação. Entre elas estão a filha de Cupertino, que namorava Rafael na época, e a ex-companheira do réu. A expectativa é de que os trabalhos se estendam até sexta-feira (30), com possibilidade de mais de nove horas de depoimentos.

 

O crime

O assassinato aconteceu em 9 de junho de 2019, na Zona Sul da capital paulista. Rafael Miguel e seus pais foram até a casa da namorada do jovem para conversar com a família. Na ocasião, Paulo Cupertino teria se revoltado com o relacionamento da filha com Rafael e efetuado os disparos que mataram os três.

 

Após o crime, Cupertino fugiu e permaneceu foragido por quase três anos. Durante esse período, passou por cerca de cem endereços em diferentes locais do Brasil, Paraguai e Argentina. Ele foi preso em maio de 2022, em um hotel a poucos quilômetros do local onde cometeu os assassinatos.

 

Segundo o Ministério Público de São Paulo, o crime foi cometido por motivo torpe, com uso de arma de fogo e impossibilitando a defesa das vítimas.

 

A sessão do júri representa um importante marco na busca por justiça, quase seis anos após o crime que chocou o país.

 

Editor Sucesso