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Polícia Civil Prende Corretor de Imóveis em Flagrante Por Estelionato em Goiânia

Polícia Civil prende corretor de imóveis em flagrante por estelionato em Goiânia:
Foto suspeito / Divulgação PCGO

 

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 4ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia – 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), efetuou, na última quinta-feira (29), a prisão em flagrante de um corretor de imóveis acusado de praticar estelionato, aplicando golpes que configuram fraudes patrimoniais no setor imobiliário. A ação foi fruto de uma investigação minuciosa que identificou diversas vítimas lesadas pelo esquema criminoso.

 

Segundo apurado, o suspeito utilizava contratos falsificados para enganar compradores e construtoras, com manipulação de dados e assinaturas, criando uma falsa impressão de regularidade jurídica nos negócios. Ao longo das investigações, foi constatado que o corretor já teria lesado ao menos quatro pessoas, que procuraram diferentes delegacias da capital para registrar ocorrências referentes ao golpe.

 

Os relatos das vítimas indicam que, em todos os casos, foram firmados contratos de compra e venda com indícios claros de falsificação, e os valores pagos a título de entrada ou corretagem foram repassados ao acusado, mesmo sem haver contratos legítimos ou a efetiva negociação dos imóveis. O esquema envolvia a criação de documentos adulterados, que simulavam uma negociação verdadeira, enganando tanto os adquirentes quanto as construtoras envolvidas nos empreendimentos, o que possibilitava o enriquecimento ilícito do criminoso.

 

A prisão em flagrante ocorreu em um momento crucial: uma das vítimas estava na fase final da formalização do contrato, tendo já realizado o pagamento antecipado dos valores exigidos. Durante as diligências, também foi identificada outra pessoa que estava prestes a visitar um dos imóveis para concluir a negociação com o suspeito. Diante dessas evidências, a polícia agiu rapidamente para evitar que mais pessoas fossem lesadas.

 

Além da prisão, foram formalizadas representações para aplicação de medidas cautelares pessoais, patrimoniais e para a realização de diligências complementares com o objetivo de ampliar as investigações e reunir mais provas. A PCGO continua apurando o caso, buscando identificar eventuais coautores da fraude, bem como outras vítimas que ainda não denunciaram o crime.

 

A Polícia Civil reforça a importância da cautela em transações imobiliárias, orientando que os interessados verifiquem rigorosamente a autenticidade dos contratos, a situação registral dos imóveis e a regularidade dos profissionais envolvidos na negociação. Especial atenção deve ser dada a propostas que apresentem condições extraordinárias ou muito vantajosas, que podem indicar práticas fraudulentas.

 

Por fim, destaca-se que a divulgação da imagem do preso está de acordo com as disposições da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 da PCGO, conforme despacho do delegado responsável pelo inquérito policial, com o intuito de auxiliar na identificação de outras possíveis vítimas e coautores envolvidos no esquema.

 

A população que tiver informações adicionais ou suspeitas relacionadas ao caso é convidada a colaborar com as autoridades, denunciando por meio dos canais oficiais da Polícia Civil.

 

Editor Sucesso