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Ucrânia Realiza Ataque Inédito com Drones e Compromete Frota Aérea Russa; Negociações de Paz Ganham Fôlego

Foto: Reuters/Alina Smutko/Reprodução

Em uma ofensiva sem precedentes, a Ucrânia atingiu duramente a força aérea russa ao destruir ou danificar 41 aeronaves militares em um único dia. A operação, batizada de “Teia de Aranha”, foi conduzida no domingo (1º de junho) e teve como alvo diversas bases aéreas localizadas em regiões estratégicas do território russo, como Irkutsk, Ryazan, Murmansk e Ivanovo.

A ação contou com o uso engenhoso de 117 drones FPV (First Person View), originalmente concebidos para uso civil e adaptados para fins militares. Esses equipamentos foram transportados discretamente em contêineres camuflados, levados até os arredores das bases aéreas por caminhões. Uma vez posicionados, os drones foram lançados para atingir alvos de alto valor estratégico.

Entre as aeronaves atingidas estão modelos como o Tu-95, Tu-22M3 e o avião radar A-50, essenciais para a capacidade de vigilância e bombardeio de longo alcance da Rússia. Especialistas estimam que os danos causados chegam a US$ 7 bilhões, comprometendo cerca de um terço da frota russa de bombardeiros estratégicos.

A ofensiva ucraniana foi seguida de um contra-ataque russo massivo, envolvendo mais de 470 drones e mísseis. No entanto, autoridades ucranianas afirmam que a maior parte dessas investidas foi neutralizada pelos sistemas de defesa aérea do país.

O ataque, descrito por alguns analistas como um “Pearl Harbor russo”, é visto como um divisor de águas no uso de tecnologia de baixo custo com grande impacto em conflitos modernos. É também considerado o maior revés da aviação russa desde o início da guerra em 2022.

A ação acontece em meio a preparativos para novas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia, previstas para ocorrer em Istambul. Kiev sinalizou disposição para dialogar, desde que seja garantido um cessar-fogo com base na integridade territorial ucraniana e na libertação de prisioneiros de guerra.

Moscou, por sua vez, demonstrou abertura às conversas, embora com ressalvas quanto às exigências ucranianas. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, que podem redefinir o curso da guerra e do equilíbrio geopolítico na região.

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