Um empresário alemão de 59 anos, identificado como Bernd Kebbel, foi morto por um leão na madrugada da última segunda-feira (2), enquanto participava de um safári no luxuoso acampamento Hoanib Skeleton Coast Camp, localizado no norte da Namíbia. Ele foi atacado ao sair de sua tenda para ir ao banheiro, em uma área aberta e não protegida do acampamento.
Segundo autoridades locais, Kebbel estava acompanhado da esposa e amigos quando o ataque aconteceu. Testemunhas relataram que outros hóspedes tentaram assustar o animal, mas o empresário já havia morrido quando o leão finalmente se afastou.
Kebbel era conhecido por seu trabalho com projetos ambientais na região e por atuar em ações de preservação da vida selvagem. Ele também era dono da Off-Road Centre, uma empresa especializada em equipamentos para veículos usados em trilhas e safáris.
O caso gerou grande comoção, especialmente entre defensores da vida selvagem, já que Kebbel era envolvido diretamente em ações de conservação na própria região onde foi morto. A tragédia também reacendeu o debate sobre os riscos em áreas de turismo ecológico e a segurança dos visitantes em zonas com presença de grandes predadores.
De acordo com o governo da Namíbia, a região onde ocorreu o ataque abriga leões adaptados ao ambiente desértico, cuja população tem sido pressionada pela falta de alimento e pelo aumento de encontros com seres humanos. Em 2023, estimava-se que havia cerca de 60 leões adultos na área.
Este é o segundo ataque fatal de leões registrado no continente africano em menos de dois meses. Em abril, uma adolescente de 14 anos morreu em circunstâncias semelhantes, ao ser atacada por um leão próximo ao Parque Nacional de Nairóbi, no Quênia.
As autoridades namibianas investigam o caso e devem divulgar um relatório oficial nas próximas semanas. Especialistas alertam que, embora o turismo em áreas naturais seja uma importante fonte de renda para a região, é fundamental reforçar os protocolos de segurança para proteger tanto os visitantes quanto a fauna local.





