Nesta quinta-feira, 5 de junho, o Bosque dos Buritis, localizado no Setor Oeste, será o cenário das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em Goiânia. As ações fazem parte da Expedição Científica do Rio Meia Ponte, um projeto idealizado e coordenado pela vereadora Kátia (PT), que conta com a colaboração de universidades, órgãos públicos, organizações ambientais e a sociedade civil.
Durante o evento, que ocorre das 8h às 17h30, o público poderá participar de diversas atividades, como oficinas, exposições, jogos educativos, experimentos científicos, distribuição de mudas nativas — incluindo plantas medicinais e espécies típicas do Cerrado — e apresentações culturais. Tudo isso tem o objetivo de promover a conscientização ambiental e a proteção dos recursos hídricos da capital. As ações serão realizadas na Tenda de Educação Ambiental, montada dentro do parque, e são voltadas para estudantes, frequentadores do bosque, especialistas e convidados.
“Este é um momento de união em defesa da vida. A Expedição representa um esforço coletivo para recuperar o Rio Meia Ponte. Não poderia haver lugar mais simbólico para essa celebração do que o Bosque dos Buritis, um patrimônio ecológico da cidade e parte integrante da bacia do Meia Ponte”, destaca a vereadora Kátia.
O Bosque dos Buritis, maior e mais antigo parque urbano de Goiânia, é um marco da cidade. Idealizado no projeto original da capital como uma área verde para oferecer respiro em meio à urbanização, o parque ocupa uma área de 141.500 metros quadrados, com árvores, lagos e áreas sombreadas. Conta com três lagoas artificiais alimentadas pelo Córrego dos Buritis, que nasce na região e deságua no Córrego Capim Puba, contribuindo para a bacia do Rio Meia Ponte — o que reforça sua relevância ecológica.
As atividades programadas para o dia 5 têm como foco a ligação direta entre a conservação dos parques urbanos e a saúde dos rios em Goiânia. O Córrego dos Buritis, cujas nascentes estão situadas nos setores Marista, Oeste e dentro do próprio Bosque, desempenha papel fundamental no ciclo das águas que desembocam no Meia Ponte.
“Cuidar das nascentes, lagos e vegetação do Bosque é preservar a vida do Rio Meia Ponte. Por isso, a Expedição também atua nas áreas urbanas onde o ciclo da água tem início”, explica Kátia.
A programação inclui mais de 30 atividades simultâneas, com a participação da UFG, UEG, IFG, PUC Goiás, AMMA, SANEAGO, INMET, CPRM e outras entidades. Estudantes das redes pública e privada também participarão, com transporte organizado pela equipe do mandato.
Reconhecida nacional e internacionalmente em educação ambiental, a Expedição Científica do Rio Meia Ponte ganhou destaque nas duas últimas edições da COP, conferência do clima da ONU. Desde seu lançamento em 2023, a iniciativa já promoveu a retirada de mais de 253 toneladas de resíduos do rio, além de identificar diversos pontos críticos de degradação, como assoreamento, erosão e descarte irregular de lixo. O projeto busca não só a recuperação ambiental, mas também transformar a percepção da população sobre o rio, incentivando práticas educativas e de conscientização.





