A estreia de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira, nesta quinta-feira (5), terminou em um empate sem gols contra o Equador, em Guayaquil, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O resultado, embora sem brilho, trouxe sinais positivos para a torcida brasileira.
Após quatro jogos sem vencer e com a defesa vazada em todas as partidas, o Brasil voltou a sair de campo sem sofrer gols. Ancelotti montou uma equipe com postura defensiva sólida, utilizando um esquema 4-1-4-1, com Casemiro atuando como volante central e os atacantes auxiliando na recomposição defensiva. O Equador, desfalcado de Gonzalo Plata e Enner Valencia, teve dificuldades para penetrar na defesa brasileira.
O zagueiro Alexsandro, estreante na Seleção, teve uma atuação destacada, mostrando agilidade e eficiência nas disputas. Sua performance sólida sugere que ele pode se tornar uma opção importante para a equipe nos próximos jogos.
No setor ofensivo, o Brasil apresentou dificuldades semelhantes às observadas no ciclo anterior. A falta de aproximação entre meio-campo e ataque resultou em erros técnicos, como passes imprecisos e finalizações equivocadas. O gramado irregular também contribuiu para a falta de fluidez no jogo. O time se organizou em um 3-3-4 no ataque, mas raramente conseguiu pressionar o Equador de forma efetiva.
Apesar da estreia sem brilho, o empate fora de casa contra um adversário tradicionalmente forte nas Eliminatórias pode ser considerado um bom resultado. Uma vitória contra o Paraguai, em São Paulo, pode colocar o Brasil na segunda colocação da tabela, impulsionando a confiança da equipe.
A era Ancelotti começa com desafios, mas também com sinais de evolução, especialmente na consistência defensiva. Com mais tempo de trabalho, é possível que o treinador italiano consiga implementar sua filosofia de jogo e levar a Seleção Brasileira a um nível mais competitivo nas Eliminatórias.





