A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) finalizou a análise inicial dos acordos extrajudiciais firmados em administrações anteriores e enviou os resultados ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) e à Polícia Civil. A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades em pagamentos que ultrapassam R$ 27,1 milhões desde 2023.
Segundo a assessoria jurídica da Comurg, diversos acordos foram firmados e pagos em prazos muito curtos, além de apresentarem valores que não condizem com a realidade. Há também suspeitas de desrespeito à ordem cronológica para pagamento dos precatórios, conforme determina a Constituição Federal.
Em fevereiro de 2025, a atual gestão da Comurg afastou preventivamente 33 funcionários concursados para aprofundar a investigação. Entre esses servidores, há aqueles que receberam diferenças salariais ligadas aos acordos sob análise. Essa medida tem como objetivo assegurar transparência e corrigir eventuais falhas nos processos internos.
O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) acompanha o caso e ordenou a revisão dos quinquênios concedidos aos servidores. Já o Ministério Público recomendou a anulação de cláusulas que envolvem valores suspeitos nos acordos.
Além disso, a Prefeitura de Goiânia anunciou um investimento de R$ 190 milhões para quitar aposentadorias dos empregados da Comurg. O procedimento contará com a supervisão do TCM-GO e do MP-GO, que solicitaram a discriminação detalhada dos dados para garantir a clareza do processo.
A atual administração da Comurg tem adotado medidas rigorosas de controle financeiro e administrativo para assegurar a eficiência e a correção dos procedimentos internos. O prefeito Sandro Mabel ressaltou o compromisso da companhia em corrigir possíveis irregularidades e aplicar os recursos públicos de forma adequada.
As investigações seguem em andamento, e novas atualizações serão divulgadas conforme o progresso da apuração.





