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Deslizamento em lixão de Padre Bernardo expõe riscos ambientais e acende alerta em órgãos públicos

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Na manhã de quarta-feira (18), uma enorme quantidade de resíduos desmoronou no aterro conhecido como Ouro Verde, em Padre Bernardo (GO), atingindo diretamente uma área de preservação permanente localizada às margens de um córrego que alimenta o rio Descoberto — fonte crucial para o abastecimento hídrico do Distrito Federal e de cidades vizinhas. Apesar de não haver registro de vítimas, o incidente gerou forte preocupação entre ambientalistas e autoridades, especialmente por conta do potencial de contaminação do solo, do lençol freático e da água. O local, que opera com base em decisões liminares e sem licença ambiental definitiva, já era alvo de denúncias anteriores por descarte irregular e vazamento de chorume.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) esteve no local, lavrou autos de infração e declarou que entrará com pedido judicial para interditar o aterro. O Ministério Público, tanto estadual quanto federal, destacou que o problema é antigo e que processos sobre a ameaça ambiental na região tramitam desde 2018. Já a prefeitura de Padre Bernardo afirmou estar em contato com os órgãos de fiscalização e ressaltou seu compromisso com a saúde da população e a proteção dos recursos naturais. Com o desabamento, aumentam as cobranças por respostas imediatas, inclusive sobre o Estudo de Impacto Ambiental pendente e as obrigações de recuperação da área atingida. O episódio ocorre em um momento crítico, já que se aproxima o prazo final para o encerramento dos lixões em Goiás, conforme previsto no programa estadual Lixão Zero. O caso reforça a urgência de fiscalização mais rigorosa e soluções definitivas para a gestão de resíduos no interior do estado.

Editor Sucesso