Na noite do último sábado, 21 de junho de 2025, os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, lançaram uma ofensiva militar de grande escala contra três instalações nucleares estratégicas do Irã: Fordow, Natanz e Isfahan. A ação, denominada Operação Martelo da Meia-noite, envolveu o uso coordenado de bombardeiros furtivos B‑2 e mísseis Tomahawk disparados de submarinos americanos, com o objetivo declarado de paralisar o programa de enriquecimento de urânio iraniano.
A operação mobilizou cerca de 125 aeronaves, incluindo bombardeiros stealth e caças de apoio, além de 75 mísseis de cruzeiro lançados com alta precisão. Entre os armamentos empregados estavam as potentes bombas antibúnker GBU-57A/B, desenvolvidas para penetrar estruturas subterrâneas altamente fortificadas.
O complexo de Fordow foi descrito por Trump como “completamente obliterado”. As instalações de Natanz e Isfahan também foram severamente atingidas, comprometendo o funcionamento de boa parte do aparato nuclear iraniano.
O presidente Donald Trump, em pronunciamento oficial, declarou a ação como um “sucesso militar total”, destacando que todas as aeronaves retornaram sem baixas e que a capacidade de enriquecimento de urânio do Irã foi seriamente comprometida. O Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA), por sua vez, informou que não foram detectados vazamentos de radiação nas áreas afetadas.
Nos Estados Unidos, a decisão presidencial gerou divisões. Aliados republicanos elogiaram Trump, afirmando que a ofensiva era necessária para impedir que o Irã atingisse capacidade nuclear armada. O senador Lindsey Graham chamou a operação de “corajosa e eficaz”.
Por outro lado, líderes democratas e alguns independentes criticaram a ação, destacando que Trump não buscou aprovação do Congresso antes de autorizar os ataques. Parlamentares como Thomas Massie classificaram a operação como inconstitucional e arriscada para os interesses dos EUA a longo prazo.
Na esfera internacional, China, Rússia e União Europeia condenaram o ataque, acusando os Estados Unidos de violarem o direito internacional e alertando para os riscos de uma escalada militar regional incontrolável. Diversos líderes globais pediram um retorno urgente ao diálogo diplomático.
O governo iraniano reagiu com indignação. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que o Irã “responderá de maneira imediata e proporcional”, defendendo o direito do país à autodefesa diante de uma agressão estrangeira. Autoridades iranianas também ameaçaram fechar o estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
Além disso, o Irã exigiu que o Conselho de Segurança da ONU abra uma investigação formal sobre o ataque, argumentando que ele representa uma violação direta do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
Impactos econômicos e militares
Os reflexos do ataque foram imediatos nos mercados globais. O preço do barril de petróleo ultrapassou os 81 dólares, e bolsas de valores ao redor do mundo registraram quedas expressivas. O índice Dow Jones caiu 1,8%, enquanto o ouro e o franco suíço subiram, confirmando a busca por ativos de segurança.
No Oriente Médio, Israel elevou seu nível de alerta para o máximo, fechando espaço aéreo, suspendendo atividades escolares e mobilizando parte de seus reservistas. O Irã, por sua vez, ativou sistemas de defesa antiaérea em Teerã e suspendeu operações em aeroportos estratégicos.
A Organização das Nações Unidas convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança. No entanto, o grupo não chegou a um consenso sobre uma resolução conjunta, diante de posições divergentes entre potências com poder de veto.
O ataque dos EUA ocorre dias após uma ofensiva aérea realizada por Israel em 13 de junho, quando o país lançou mais de 300 munições contra alvos militares e nucleares iranianos. Observadores acreditam que os dois eventos estão diretamente conectados, apesar da ausência de confirmação oficial sobre coordenação entre os dois governos.
O conflito marca uma nova etapa nas já tensas relações entre Irã, Israel e Estados Unidos, agravadas desde a retomada do poder por Trump e a intensificação das sanções contra Teerã.
Analistas e juristas internacionais vêm apontando a falta de respaldo legal para o ataque. A ação dos EUA não teve o aval do Congresso nem o endosso do Conselho de Segurança da ONU. Isso reacende o debate sobre o uso do AUMF (Autorização para o Uso da Força Militar), frequentemente usado por presidentes americanos para justificar intervenções sem aprovação legislativa formal.
Especialistas alertam que a ofensiva cria um precedente perigoso, minando normas internacionais que buscam conter ações unilaterais em zonas de conflito nuclear.
Autoridades iranianas já sinalizaram que poderão retaliar contra bases militares americanas, britânicas e francesas na região caso haja continuidade no apoio internacional a Israel. A ameaça de suspensão das inspeções da AIEA por parte do Irã e o possível bloqueio do estreito de Ormuz deixam a comunidade internacional em alerta.
A expectativa para os próximos dias é de intensa movimentação diplomática, com líderes europeus pressionando por contenção e retomada de negociações. A grande incógnita permanece: se o mundo conseguirá evitar uma nova guerra no Oriente Médio ou se os desdobramentos do ataque do sábado marcarão o início de um conflito ainda mais amplo.





