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Manifestações Pelo Mundo Reúnem Atos Pró-Irã e Pró-Israel Contra Ataques dos EUA

Manifestações pelo mundo reúnem atos pró-Irã e pró-Israel contra ataques dos EUA
Iranianos fazem ato em Paris e pedem cessar fogo. REUTERS/Benoit Tessier/

No domingo, 22 de junho de 2025, uma série de protestos aconteceu em várias cidades do mundo em resposta ao recente ataque dos Estados Unidos às instalações nucleares iranianas, ocorrido no dia anterior. As manifestações, que mobilizaram milhares de pessoas, ocorreram em importantes centros urbanos como Nova York e Los Angeles, nos Estados Unidos, assim como em cidades no Irã, Europa, Oriente Médio e Ásia, refletindo a crescente preocupação internacional com o agravamento das tensões no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, as mobilizações destacaram a rejeição popular às ações militares contra o Irã. Em Nova York, manifestantes reunidos no centro da cidade criticaram duramente o governo americano, acusando-o de usar o pretexto da segurança nacional para justificar uma ofensiva que pode desencadear um conflito de grandes proporções. Natália Marquez, de 27 anos, uma das organizadoras do protesto, afirmou ao jornal Reuters que o ataque é, na verdade, um pretexto para saquear os recursos da região e perpetuar uma guerra de agressão. “Estamos diante de uma guerra que pode causar milhões de mortes, semelhante ao que aconteceu no Iraque. Os Estados Unidos e Israel, ambos potências nucleares, são os verdadeiros agressores, enquanto acusam o Irã, que possui um programa nuclear civil, de ser a ameaça”, ressaltou.

Em Teerã, capital iraniana, as ruas também foram tomadas por protestos contra o bombardeio americano, com a população expressando revolta diante do que consideram uma agressão direta à soberania nacional. Outros protestos foram registrados em cidades do Iraque, Paquistão e Grécia, locais onde as tensões geopolíticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio são acompanhadas de perto pela população.

Na Europa, Paris foi palco de duas manifestações distintas: uma organizada por iranianos residentes na França que pediam o fim imediato dos conflitos e um cessar-fogo na região do Oriente Médio, incluindo a Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, um festival de música realizado próximo à Torre Eiffel mostrou apoio a Israel, um evento organizado antes do ataque norte-americano ao Irã. Richard Seban, organizador do festival, comentou que apesar de ser favorável à paz, acredita que é preciso rejeitar a liderança do aiatolá Khamenei, considerada por ele uma ameaça à estabilidade regional. “Devemos viver em paz com o povo iraniano, mas não com Khamenei e seu círculo de poder”, declarou.

Esses protestos revelam a profunda polarização sobre o conflito, envolvendo interesses políticos, estratégicos e humanitários. O ataque norte-americano às usinas nucleares iranianas aumenta a instabilidade em uma região já marcada por décadas de conflito, e os movimentos populares em diferentes partes do mundo expressam tanto o medo de uma escalada militar quanto o desejo por soluções pacíficas.

Especialistas alertam que o cenário atual pode desencadear uma crise humanitária ainda maior, com impacto direto sobre populações civis e a segurança global. Enquanto isso, governos, organizações internacionais e a sociedade civil acompanham atentamente os desdobramentos, reforçando a importância do diálogo e da diplomacia para evitar uma guerra de proporções ainda maiores.

FONTE – REUTERS

estival de Música em Paris reúne manifestantes pró-Israel. REUTERS/Benoit Tessier
Festival de Música em Paris reúne manifestantes pró-Israel. REUTERS/Benoit Tessier

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