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Missão histórica: Pilotos dos EUA enfrentam 37 horas de voo em ataque ao Irã com bombardeiros B-2

Foto: Staff Sgt Bennie J. Davis III/Reprodução
Foto: Staff Sgt Bennie J. Davis III/Reprodução

Mesmo após anos de treinamento rigoroso, a missão de 37 horas conduzida por pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos, rumo a um alvo nuclear iraniano, representou um marco inédito e desafiador. Pela primeira vez, esses militares lançaram em combate as potentes bombas GBU-57, projetadas para destruir estruturas subterrâneas, a partir do bombardeiro furtivo B-2 — a aeronave mais cara da história militar, avaliada em US$ 2,2 bilhões.

A operação, que partiu da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, teve como alvo as instalações nucleares de Fordow, profundamente enterradas nas montanhas do Irã. Apesar das extensas simulações prévias, incluindo voos de até 24 horas em simuladores realistas, a missão real adicionou um grau inédito de tensão e imprevisibilidade. Segundo o tenente-general aposentado Steven Basham, experiente em missões com o B-2, os momentos em que as portas do compartimento de bombas se abriram foram especialmente críticos, pois alteraram o perfil furtivo do avião, expondo-o brevemente aos radares inimigos.

Cada aeronave levava duas bombas “fura-bunker”, totalizando cerca de 27 toneladas. Após o lançamento, os pilotos realizaram manobras de ascensão rápida, encerrando o ataque sem registros de retaliações por parte da defesa iraniana, conforme informaram fontes do Pentágono.

Embora veteranos de simulações e operações anteriores em Kosovo, Iraque e Afeganistão, muitos dos pilotos desta missão estavam estreando em combate com o B-2. Além do feito técnico e estratégico, a ação marcou a estreia das GBU-57 em uma situação real de guerra.

As condições a bordo do B-2 tornaram o feito ainda mais desafiador. A cabine apertada abriga apenas dois tripulantes, com espaço limitado para descanso e alimentação. Apesar de haver estrutura para refeições simples e uma cama dobrável, os pilotos permanecem alertas durante o tempo de voo sobre território inimigo, decolagens, pousos e reabastecimentos em pleno ar.

A Força Aérea dos EUA desenvolveu protocolos específicos para enfrentar o desgaste físico dessas longas jornadas. Médicos e especialistas em fisiologia ajudam os militares a ajustar seus relógios biológicos e a se preparar para as demandas de voos intercontinentais de quase dois dias.

Após o ataque, autoridades norte-americanas continuam avaliando os impactos do bombardeio não só sobre a infraestrutura iraniana, mas também sobre o psicológico da liderança do país. Em entrevista à Fox News, o vice-presidente J.D. Vance afirmou que a operação foi um recado claro: “Podemos atingir qualquer instalação nuclear do Irã a partir dos Estados Unidos, sem sermos detectados. Essa é a lição.”

O episódio também reacendeu memórias de operações passadas. Um piloto veterano chegou a descrever, anos atrás, a estranheza de “se vestir no banheiro de casa e depois entrar em combate a meio mundo de distância”.

Seja pela duração da missão, pelo ineditismo da arma utilizada ou pelo desafio humano de pilotar por quase dois dias seguidos, a operação contra Fordow já é considerada uma das mais marcantes da história recente da aviação militar norte-americana. E agora, os bastidores dessa ação estão começando a emergir — com relatos que, para os próprios envolvidos, ainda soam quase surreais.

Editor Sucesso