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Conflito Irã–Israel: “Operação Leão em Ascensão” e a Guerra de 12 Dias em Números

Foto: Reuters/Moshe Mizrahi/Reprodução
Foto: Reuters/Moshe Mizrahi/Reprodução

A Operação Leão em Ascensão foi deflagrada por Israel em 13 de junho com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear iraniano. Segundo o Exército israelense, mais de 900 alvos foram atingidos em território iraniano, incluindo instalações nucleares, lançadores de mísseis e bases militares. A ofensiva teria eliminado 11 cientistas nucleares e 30 oficiais de alto escalão, entre eles comandantes da Guarda Revolucionária.

Durante o ataque, cerca de 200 lançadores de mísseis — aproximadamente metade de todo o arsenal iraniano — foram destruídos, além de aeronaves e infraestrutura de produção de mísseis. A operação incluiu participações aéreas intensas, com cerca de 200 aviões lançando ataques em dezenas de alvos em várias frentes, com destaque para as usinas de enriquecimento de urânio em Natanz, Fordow e Isfahan.

O conflito, que durou 12 dias, começou em 13 de junho e envolveu Israel, Irã e Estados Unidos, que realizou bombardeios conjuntos. Durante esse período, o Irã registrou pelo menos 610 mortos e cerca de 2.000 feridos, segundo autoridades iranianas. Israel contabilizou cerca de 28 mortos e 300 feridos. Entre as vítimas iranianas, estavam 11 cientistas e 30 oficiais iranianos eliminados no braço militar da Operação Leão em Ascensão.

Israel mobilizou jatos F‑35, F‑16 e F‑15, além de avançados sistemas antiaéreos e de radares, mantendo superioridade técnica no confronto. O Irã retaliou com lançamentos de mísseis balísticos e drones, muitos interceptados por defesas israelenses. Estima-se que cerca de 400 mísseis foram lançados, dos quais aproximadamente 40 conseguiram impactar alvos. As instalações nucleares de Natanz e Fordow sofreram danos moderados a superficiais, conforme avaliação da Agência Internacional de Energia Atômica. Bombardeiros americanos participaram da ofensiva, empregando bombas “destruidor-de-bunkers” contra alvos subterrâneos iranianos.

Após intensos combates, um cessar-fogo entrou em vigor em 24 de junho, mediado pelos Estados Unidos. No entanto, denúncias de violações e novos lançamentos continuaram nas horas seguintes, mantendo a tensão na região.

No panorama geral, a inteligência israelense foi crucial, com o uso de drones e serviços secretos como o Mossad, possibilitando ataques cirúrgicos, apesar de algumas bases nucleares subterrâneas permanecerem funcionais. O Irã rebateu com uma narrativa de resistência, mas sua capacidade de retaliação foi reduzida pela destruição de comandantes e lançadores — cerca de metade dos sistemas teriam sido dizimados pelo ataque israelense. O custo humanitário é elevado, com centenas de mortos e milhares de feridos em ambos os lados, além de danos em infraestruturas civis e militares. O conflito escalonado, a recorrência de ataques e a resposta militar dos Estados Unidos indicam fragilidade no Oriente Médio e a possibilidade de uma nova escalada. Israel mantém planos prudentes sobre a continuidade das ações, considerando possíveis medidas adicionais caso o cessar-fogo seja violado.

Quanto ao futuro, há um monitoramento diplomático intenso, com iniciativas da ONU e potências ocidentais tentando sustentar a trégua e evitar uma nova onda de confrontos. A tensão entre guerra e diplomacia permanece alta, com Israel afirmando ter destruído o programa nuclear iraniano, embora as provas apresentadas sejam limitadas. O Irã, por sua vez, mantém atividade no tema. Embora o cessar-fogo esteja estabelecido, episódios isolados de retaliação continuam, mantendo a região em estado de alerta.

Este é o panorama mais atualizado sobre o conflito entre Irã e Israel até 27 de junho de 2025 — um confronto marcado por intensa atividade militar, destruição cirúrgica das capacidades do inimigo e alto risco geopolítico.

Editor Sucesso