Recentemente, Goiânia implementou alterações nos nomes de algumas estações e terminais de ônibus, visando homenagear figuras locais, como padres que viveram na região. No entanto, essa mudança tem gerado confusão entre os usuários do transporte coletivo, que enfrentam dificuldades para se localizar e compreender o novo sistema de nomenclatura.
Anteriormente, o sistema de transporte coletivo da cidade seguia um padrão lógico e sequencial, facilitando a identificação e a orientação dos passageiros. As estações e terminais eram nomeados de forma alfabética, com nomes simples e fáceis de memorizar, como Angelin, Tamboril, Capuava e Cascavel. Essa abordagem permitia que os usuários se orientassem facilmente, especialmente aqueles que dependem do transporte público diariamente.
Entretanto, com as recentes alterações, os nomes das estações e terminais passaram a refletir homenagens específicas, como a mudança do Terminal Goiânia Viva para o Terminal Padre Pelágio. Essa mudança rompeu com o padrão estabelecido, dificultando a compreensão do sistema por parte dos usuários, especialmente os mais idosos e aqueles que não têm familiaridade com a cidade.
Especialistas em transporte coletivo alertam para os impactos negativos dessa mudança. Marcos Rothen, engenheiro de transporte e professor do Instituto Federal de Goiás (IFG), destaca que a informação clara e consistente é essencial para a orientação dos passageiros. Ele ressalta que o rompimento do padrão compromete o aprendizado dos usuários e dificulta a localização no sistema, prejudicando a eficiência do transporte coletivo.
A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) informou que não foi consultada sobre as mudanças e que não existe normativa para a nomeação no transporte coletivo. A empresa reconhece que a população se acostuma com mudanças nos nomes, mas enfatiza que isso exige tempo e adaptação.
Enquanto isso, os usuários do transporte coletivo enfrentam desafios diários para se adaptar às novas denominações, o que pode impactar negativamente a eficiência e a confiabilidade do sistema de transporte público em Goiânia.





