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Manifestação em São Paulo Reúne Apoiadores de Bolsonaro Contra Julgamento no STF

Manifestação em São Paulo reúne apoiadores de Bolsonaro contra julgamento no STF
Foto: Felipe Rau/Estadão

A Avenida Paulista foi palco, neste domingo (29), de uma manifestação convocada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ato, que teve como tema central o pedido por “Justiça Já”, foi marcado por críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde Bolsonaro é réu em um processo que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

A manifestação, organizada pelo pastor evangélico Silas Malafaia, também contou com a presença dos governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC), além do próprio ex-presidente. Os líderes políticos discursaram de um carro de som posicionado próximo ao Parque Trianon, na região central da avenida.

Os participantes vestiam majoritariamente verde e amarelo, e empunhavam faixas pedindo anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando houve ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília. Também foram vistas bandeiras de apoio a Israel e aos Estados Unidos, além de cartazes com críticas ao governo federal, à carga tributária e ao sistema previdenciário.

Segundo levantamento feito com uso de drones e tecnologia de contagem por inteligência artificial, desenvolvido pelo Monitor do Debate Político do Cebrap em parceria com a ONG More in Common, cerca de 12,4 mil pessoas participaram do ato. A estimativa contrasta com o público de um evento anterior, em abril, que reuniu cerca de 44,9 mil manifestantes no mesmo local.

Durante seu discurso, Bolsonaro defendeu que seus apoiadores busquem eleger a maioria no Congresso em 2026, ressaltando que “a mudança no Brasil depende da ação política”. Ele também reforçou o pedido de anistia para os presos do 8 de janeiro, afirmando que a medida está prevista na Constituição e representa uma possibilidade de reconciliação nacional.

O governador Tarcísio de Freitas, muito aplaudido pelo público, fez duras críticas ao atual governo federal e também apoiou a proposta de anistia. “O Brasil está cansado de inflação, juros altos e corrupção. Estamos aqui pedindo justiça e esperança para o futuro”, declarou.

Já Silas Malafaia voltou suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro no STF, acusando-o de agir de forma autoritária e de basear a investigação em uma delação considerada “inconsistente”, feita pelo ex-ajudante de ordens do ex-presidente, o tenente-coronel Mauro Cid.

Etapas finais do processo no STF

O ato acontece em meio à reta final do processo judicial que investiga Bolsonaro e outros envolvidos em uma suposta trama golpista. Na última sexta-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do prazo para apresentação das alegações finais. A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem agora 15 dias para se manifestar, seguido pelo mesmo prazo para Mauro Cid e, posteriormente, para os demais réus.

Além de Bolsonaro, outras sete pessoas foram denunciadas pela PGR pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado. Caso sejam condenados por todas as acusações, as penas podem ultrapassar 40 anos de reclusão.

A decisão final será tomada pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

A Avenida Paulista foi palco, neste domingo (29), de uma manifestação convocada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ato, que teve como tema central o pedido por “Justiça Já”, foi marcado por críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde Bolsonaro é réu em um processo que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

A manifestação, organizada pelo pastor evangélico Silas Malafaia, também contou com a presença dos governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC), além do próprio ex-presidente. Os líderes políticos discursaram de um carro de som posicionado próximo ao Parque Trianon, na região central da avenida.

Os participantes vestiam majoritariamente verde e amarelo, e empunhavam faixas pedindo anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando houve ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília. Também foram vistas bandeiras de apoio a Israel e aos Estados Unidos, além de cartazes com críticas ao governo federal, à carga tributária e ao sistema previdenciário.

Segundo levantamento feito com uso de drones e tecnologia de contagem por inteligência artificial, desenvolvido pelo Monitor do Debate Político do Cebrap em parceria com a ONG More in Common, cerca de 12,4 mil pessoas participaram do ato. A estimativa contrasta com o público de um evento anterior, em abril, que reuniu cerca de 44,9 mil manifestantes no mesmo local.

Durante seu discurso, Bolsonaro defendeu que seus apoiadores busquem eleger a maioria no Congresso em 2026, ressaltando que “a mudança no Brasil depende da ação política”. Ele também reforçou o pedido de anistia para os presos do 8 de janeiro, afirmando que a medida está prevista na Constituição e representa uma possibilidade de reconciliação nacional.

O governador Tarcísio de Freitas, muito aplaudido pelo público, fez duras críticas ao atual governo federal e também apoiou a proposta de anistia. “O Brasil está cansado de inflação, juros altos e corrupção. Estamos aqui pedindo justiça e esperança para o futuro”, declarou.

Já Silas Malafaia voltou suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro no STF, acusando-o de agir de forma autoritária e de basear a investigação em uma delação considerada “inconsistente”, feita pelo ex-ajudante de ordens do ex-presidente, o tenente-coronel Mauro Cid.

Etapas finais do processo no STF

O ato acontece em meio à reta final do processo judicial que investiga Bolsonaro e outros envolvidos em uma suposta trama golpista. Na última sexta-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do prazo para apresentação das alegações finais. A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem agora 15 dias para se manifestar, seguido pelo mesmo prazo para Mauro Cid e, posteriormente, para os demais réus.

Além de Bolsonaro, outras sete pessoas foram denunciadas pela PGR pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado. Caso sejam condenados por todas as acusações, as penas podem ultrapassar 40 anos de reclusão.

A decisão final será tomada pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Editor Sucesso