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Prefeitura de Goiânia realiza demolições em ocupação irregular no Setor Estrela Dalva

Prefeitura de Goiânia realiza demolições em ocupação irregular no Setor Estrela Dalva
(Foto: Reprodução Imagem TV Serra Dourada )

A Prefeitura de Goiânia iniciou, na quarta-feira (2), uma operação de demolição de imóveis localizados em uma área de ocupação irregular no Setor Estrela Dalva, região noroeste da capital. A ação foi conduzida pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) e teve apoio da Guarda Civil Metropolitana.

Segundo a Sefic, a operação atende a uma decisão judicial e tem como foco a derrubada de casas em fase de construção, ainda desocupadas. A justificativa do município é impedir a expansão de ocupações irregulares na área, evitando que novos imóveis sejam erguidos de forma ilegal.

Em nota, a secretaria afirmou que a medida tem caráter preventivo. “A ação visa cumprir determinação judicial e impedir a consolidação de novas construções em áreas invadidas”, declarou o órgão.

Denúncias de moradores

Apesar da posição oficial da prefeitura, moradores da região relataram que algumas das moradias demolidas estavam habitadas. Segundo relatos, famílias que já ocupavam as residências foram surpreendidas pela operação e não receberam aviso prévio, com casas sendo demolidas com móveis ainda dentro dos locais.

O uso de força indevida, e hostilização marcaram a operação, o que gerou indignação da população. Até mesmo repórteres que estavam no local foram desrespeitados pelos servidores responsáveis pela operação.

Cinco imóveis foram derrubados na ocupação conhecida como Paulo Pacheco, localizada no Setor Estrela Dalva. As demolições ocorreram sob presença de agentes da Guarda Civil Metropolitana e fiscais da prefeitura, que coordenaram a retirada dos ocupantes.

Contexto

A área em questão vem sendo alvo de disputas nos últimos meses, com crescimento de construções não autorizadas. Autoridades municipais alegam a necessidade de conter o avanço das ocupações irregulares como forma de preservar a ordem urbana e evitar riscos estruturais ou ambientais.

Organizações comunitárias e movimentos de moradia, no entanto, têm questionado a forma como as remoções vêm sendo conduzidas, especialmente diante da possibilidade de violação de direitos de famílias que já residiam no local.

Editor Sucesso