Nesta sexta-feira, 4 de julho, completa-se um mês desde que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a prisão preventiva da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP). Desde então, Zambelli é considerada foragida no Brasil, mas sua situação se estende internacionalmente.
Na mesma decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) solicitasse a inclusão do nome da deputada na Difusão Vermelha da Interpol, uma rede global de cooperação policial. O pedido foi enviado no dia seguinte, e às 12h45 do dia 5, o nome de Zambelli passou a ser procurado em 196 países.
Horas antes, a deputada havia anunciado em suas redes sociais que deixaria os Estados Unidos em direção à Itália. A PF, com o apoio da Interpol e da polícia italiana, organizou uma operação para prendê-la no aeroporto de Roma na manhã de 5 de julho. Contudo, a detenção não foi realizada, pois ela desembarcou na Europa antes que seu nome constasse na lista de procurados.
Atualmente, o paradeiro de Zambelli permanece desconhecido para as autoridades internacionais. Em entrevista à CNN, seu advogado, Fábio Pagnozzi, afirmou que a deputada não está foragida e que está “à disposição das autoridades italianas”. Segundo a legislação italiana, ela pode ser presa com base na decisão do STF e na inclusão na lista da Interpol.
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, indicou que há indícios de que ela esteja nos arredores de Roma, com investigações em andamento para localizar seu esconderijo.
Zambelli deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão por falsidade ideológica e invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, o processo na Câmara dos Deputados para a perda de seu mandato foi iniciado após sua condenação. Seus advogados apresentaram recentemente uma defesa à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que inclui um pedido de acareação com o hacker Walter Delgatti, condenado juntamente com ela.
De acordo com as regras da Câmara, a perda de mandato deve ser aprovada por maioria simples no plenário, ou seja, ao menos 257 votos a favor.





