Nesta quarta-feira (9), a polícia da França cumpriu mandados de busca na sede do partido de ultradireita Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen. A ação faz parte de uma investigação que apura possíveis irregularidades no financiamento das campanhas eleitorais do partido.
Jordan Bardella, presidente do RN, classificou a operação como uma “campanha de assédio” e criticou a ação policial, que contou com cerca de vinte agentes e dois juízes de instrução.
O Ministério Público de Paris confirmou que as buscas são parte de um inquérito aberto recentemente, com base em denúncias recebidas de fontes oficiais. Além da sede do partido, também foram vistoriados locais ligados a empresas e executivos suspeitos de envolvimento.
A investigação examina supostos crimes como fraude contra figura pública, empréstimos irregulares para campanhas, lavagem de dinheiro, além de falsificação e uso de documentos falsos, referentes ao período entre 2020 e 2024. Os casos envolvem as campanhas presidenciais de 2022, as legislativas de 2022 e as eleições europeias de 2024.
Até o momento, nenhum indiciamento foi formalizado, e o caso segue em andamento.
Nos últimos meses, o RN tem enfrentado várias investigações por desvio de verbas e irregularidades financeiras. Em março, Marine Le Pen foi condenada por desvio de recursos da União Europeia, o que a impede de concorrer às eleições de 2027. A líder ultradireitista tenta anular a decisão para continuar sua carreira política, enquanto Bardella afirmou que pretende disputar o pleito caso Le Pen não possa.
O Reunião Nacional é atualmente o maior partido no Parlamento francês, mas ainda carrega controvérsias devido ao seu passado marcado por acusações de racismo e antissemitismo.





