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Brasil Aplicará Lei de Reciprocidade Contra Tarifas dos EUA, Afirma Lula

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (9 de julho de 2025), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil utilizará a Lei de Reciprocidade Econômica para reagir às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida busca defender a soberania nacional e garantir respostas automáticas a ações unilaterais que prejudiquem o país.

Por que a medida foi adotada

  • Os Estados Unidos, por meio de uma carta assinada por Donald Trump, justificaram a taxação como retaliação ao andamento de processos jurídicos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — o que foi veementemente contestado pelo governo brasileiro.

  • Lula ressaltou ainda que o Brasil detém independência institucional e não aceitará imposições externas sobre seu sistema judiciário. “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe … não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça”, declarou.

  • O governo rejeitou a narrativa de déficit comercial com os EUA. De acordo com dados oficiais dos Estados Unidos, o superávit americano no comércio bilateral somou cerca de US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos.

O que prevê a Lei de Reciprocidade

Sancionada em abril, a lei confere ao Executivo o poder de aplicar contramedidas imediatas — incluindo restrições à importação de bens e serviços, suspensão de concessões comerciais, investimentos ou direitos de propriedade intelectual — quando outro país adotar barreiras unilaterais que prejudiquem a competitividade brasileira.

Reação oficial e efeitos iniciais

  • Lula convocou reunião emergencial no Palácio do Planalto com o vice-presidente e ministros da Fazenda e Relações Exteriores para definir a resposta do Brasil.

  • A decisão norte-americana provocou reação nos mercados: o real recuou cerca de 2% frente ao dólar, e o Ibovespa sofreu queda de aproximadamente 1,3% (segundo reportagens correlacionadas) .

O próximo passo diplomático

O Brasil sinalizou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e avaliará medidas proporcionais, com base nos critérios estabelecidos pela lei, caso novas tarifas sejam implementadas.

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