Moradores de Campestre de Goiás, município localizado a aproximadamente 60 km de Goiânia, estão enfrentando sérias dificuldades devido à interrupção do transporte coletivo regular que atende a cidade. A Viação Paraúna, responsável pela única linha intermunicipal que ligava Campestre a Goiânia e Trindade, suspendeu suas operações há cerca de um mês, alegando dificuldades financeiras. Uma nova empresa chegou a assumir temporariamente o serviço, mas também interrompeu as atividades, deixando a população sem opções de transporte público.
Essa situação tem causado impactos significativos na rotina dos moradores, que dependem do transporte coletivo para acessar serviços essenciais em cidades vizinhas, como consultas médicas, trabalho e estudos. Sem a linha de ônibus, muitos têm recorrido a alternativas como caronas informais, transporte por aplicativos ou veículos particulares, o que eleva os custos diários e limita a frequência a compromissos importantes.
Em resposta à crise, a Câmara de Vereadores de Campestre divulgou, no dia 20 de junho, uma nota informando sobre o encerramento das operações da Viação Paraúna e comunicando que o trecho Campestre – Trindade – Goiânia foi incluído em um novo edital de chamamento público aberto pela Agência Goiana de Regulação (AGR) em 18 de junho. A AGR informou que já há uma empresa interessada na operação da referida linha, mas a normalização dos serviços depende do credenciamento da empresa e autorização por parte da agência.
Enquanto isso, a população continua sem uma solução definitiva para o problema, enfrentando dificuldades diárias para se deslocar e acessar serviços essenciais. A falta de transporte coletivo regular compromete a qualidade de vida dos moradores e destaca a necessidade urgente de medidas para garantir a mobilidade urbana na região.
A situação de Campestre de Goiás reflete um problema mais amplo enfrentado por diversas cidades goianas, onde a falta de interesse das empresas em operar linhas intermunicipais tem deixado a população sem acesso a transporte coletivo regular. De acordo com dados da Agência Goiana de Regulação, 159 das 333 linhas intermunicipais existentes no estado não estão em operação, afetando diretamente cidades como São Miguel de Passa Quatro, Ipameri, Catalão, Mazargão, Rio Quente, Caldas Novas, Araçu, entre outras.
Essa situação exige uma ação coordenada entre as autoridades estaduais e municipais para garantir que o transporte coletivo seja restabelecido de forma eficiente e sustentável, atendendo às necessidades da população e promovendo a inclusão social e o desenvolvimento regional.





