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Trump Pressiona Líderes Africanos a Aceitar Migrantes Deportados

Trump pressiona líderes africanos a aceitar migrantes deportados
O presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco, junto a Donald Trump.REUTERS/Kevin Lamarque

Durante reunião na Casa Branca em 9 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, propôs aos líderes de Libéria, Senegal, Guiné-Bissau, Mauritânia e Gabão que esses países recebam migrantes deportados dos EUA, originários de outras nações. A proposta faz parte de um esforço de sua administração para acelerar o processo de remoção de pessoas com pedidos de asilo em andamento ou com obstáculos no retorno aos seus países de origem.

Foi sugerido que esses migrantes permaneçam temporariamente nesses países “terceiros seguros” enquanto aguardam a decisão sobre seus pleitos nos Estados Unidos, sem regressar a seus locais de origem . A Libéria, por exemplo, teria iniciado preparativos em Monróvia para receber essas pessoas — embora ainda não esteja claro se algum país aceitou formalmente a proposta .

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de Trump para mudar o foco da política externa dos EUA na África, priorizando acordos comerciais e cooperação em segurança, em vez da tradicional ajuda humanitária. Em seu encontro, Trump afirmou que deseja reduzir os casos de permanência irregular após o vencimento de vistos e avançar em pactos de “terceiros países seguros”.

Esse modelo não é inédito: os EUA já firmaram acordos semelhantes com Panamá, Sudão do Sul e avaliam propostas envolvendo Ruanda e Líbia, ampliando sua rede de países que podem receber deportados. No entanto, especialistas em direitos humanos alertam para os riscos enfrentados pelos migrantes em nações com segurança precária ou normas frágeis de proteção.

Contexto e repercussões

Desde seu retorno ao poder em janeiro, Trump intensificou a política de deportações, centrando esforços em acelerar a expulsão de migrantes, muitas vezes por meio de voos militares até países terceiros. No último sábado, por exemplo, foi registrado o envio de oito migrantes para o Sudão do Sul após derrota judicial — um país com alto risco de instabilidade e violência.

A estratégia tem sido criticada por entidades de direitos humanos, que apontam como essas transferências podem violar o direito ao devido processo e colocar migrantes em situações perigosas, sem garantias mínimas para sua segurança e bem-estar .

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